Delegado aposentado está entre os presos em operação contra o tráfico

Roberto Rossini foi o único até o momento que teve o nome revelado

06 DEZ 2018Por Elda Braga/internet05h46

O delegado aposentado da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Paulo Roberto Rossini, está entre os presos na Operação Planum, realizada na última quinta-feira (05), pela Polícia Federal. Ele foi transferido no último 
domingo para o Rio Grande do Sul, de onde são coordenadas as investigações. O nome do preso estava sendo mantido em sigilo.

Com a Planum, a PF e Receita Federal apuram o tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional, no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Em Campo Grande teriam sido cumpridos seis mandados de prisão e dois em Fátima do Sul e Caarapó. Entre os mandados de prisão está a preventiva contra Rossini.

A extensão da suposta participação do delegado no esquema criminoso não foi informada. Como ele também tem registro como advogado e houve buscas em sua residência, onde funcionaria um escritório, a seccional da Ordem dos Advogados do Brasil acompanhou o trabalho dos policiais.

O inquérito policial foi instaurado em junho de 2017 para apurar o envio de cocaína da Bolívia para o Rio Grande do Sul. Com o desenvolvimento das investigações, a Federal constatou que aviões partiam de Mato Grosso do Sul para serem carregados com grande quantidade de cocaína (em média 500 quilos) na Bolívia e seguiam até o Rio Grande do Sul, onde pousavam em fazendas adquiridas pela organização criminosa. 

Posteriormente, a droga seguia por via rodoviária para outros estados e permanecia em depósitos até ser despachada para a Europa através de portos brasileiros.

Uma das apreensões ocorreu no terminal portuário de Navegantes (SC), em maio de 2016, quando 811 quilos da droga, escondidos em blocos de granito, foram localizados pela Receita em contêineres que seriam despachados para a Espanha. Em outra apreensão, em junho deste ano, a PF flagrou 448 quilos da droga em bloco de concreto, em um caminhão em Unistalda (RS). Foi comprovado o envio de 2,2 toneladas de cocaína para a Europa. Rastreamento do fluxo financeiro do grupo criminoso indicou a utilização de doleiros em São Paulo para o pagamento das transações do tráfico. Um banco informal responsável pela lavagem de dinheiro movimentou aproximadamente R$ 1,4 bilhão nos últimos três anos para o grupo.

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