Deputado pede que diretores voltem a administrar cantinas de escolas

Gerson Claro (PP) afirmou que também é necessário atentar para o problema de evasão escolar.

25 FEV 2019Por Correio do Estado03h00

Durante sessão que ocorreu na Assembleia Legislativa na manhã desta quinta-feira (21), o deputado Pedro Kemp (PT) pediu para que diretores voltassem a ter autonomia no que diz repeito a escolha de professores, bem como na escolha do responsável pela administração das cantinas das escolas.

A reivindicação do parlamentar é para que o valor que antes eram conquistado com a venda de produtos nas cantinas voltassem a ser administrados pelos diretores. "Esses valores serviam para pequenos reparos nas escolas", justificou o petista. 

Além do pedido de devolução da autonomia dos diretores, o deputado quer também que as cantinas voltem a vender produtos diversos.

“Tem uma lista enorme do que não pode ser comercializado. Salgado assado, por exemplo. Não pode nem esfirra de carne? Suco sem açúcar? Aí não dá!”, reclamou o petista.

Kemp lembrou de lei estadual que proíbe a comercialização de refrigerantes nas cantinas de escolas, com o objetivo de diminuir a obesidade e os problemas de saúde, como a diabetes. “Tudo bem proibir refrigerantes, até aqueles salgadinhos empacotados eu concordo, mas salgados assados, e o bolo de fubá? Aí é demais”, reforçou ele.

De acordo com o deputado, as cantinas estão sendo obrigadas a vender apenas produtos naturais como frutas in natura, iogurtes e sucos sem açúcar. A reclamação chegou até o parlamentar por meio de diretores de escolas que estão insatisfeitos com as novas regras. 

Kemp lembrou também das quatro escolas estaduais que foram fechadas. “Eles reclamam também da superlotação de algumas salas de aulas”, declarou o petista.

O líder do Governo na Assembleia, deputado Barbosinha (DEM), respondeu aos questionamentos e explicou que todos os alunos das escolas que foram fechadas foram devidamente remanejados. “Uma das escolas funcionava com apenas 29% da capacidade. Nenhum aluno está fora de sala de aula por falta de vagas.

Evidentemente não se pode ter desperdício de recursos. Assim como não há prejuízo de ter técnico dando aula de informática. Sobre a cantina, o Estado está se adequando quanto ao quesito transparência para a seleção delas. Pelas informações que recebi os recursos continuarão com a escola. E quanto à escolha do professor, temos que respeitar os critérios técnicos e vamos debater se há alguma denúncia comprovada de apadrinhamento”, justificou.

Professor Rinaldo (PSDB) disse que é preciso olhar se há corpo discente para preencher todas as escolas abertas.

Gerson Claro (PP) afirmou que também é necessário atentar para o problema de evasão escolar. “Em Sidrolândia, uma escola municipal nova foi fechada por não ter mais aluno. Quanto à denúncia política de apadrinhamentos, pedimos providências, tanto se ocorrer por parte dos diretores, quanto da própria Secretaria”.

Cabo Almi (PT) concordou. “Tem que fazer um estudo aprofundado, mas sempre que os afetados pelas mudanças reivindicam e não concordam, tem que se averiguar melhor. É muito fácil falar que falta aluno, mas isso é preocupante”, finalizou.

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