Hospital Regional de Ponta Porã realiza 1.500 testes de linguinha e orelhinha em seis meses

14 JAN 2020Por pmyafusso11h16

Campo Grande (MS) – O Hospital Regional Dr. José De Simone Netto, em Ponta Porã, registrou 1.516 testes de orelhinha e linguinha em seis meses no ano passado. Os exames são obrigatórios por lei e foram disponibilizados a partir de junho de 2019. Os testes têm objetivo de detectar problemas auditivos e alterações na língua que podem causar dificuldades para o bebê na hora de amamentar, mastigar e falar.

“O diagnóstico precoce possibilita a identificação de algumas doenças e alterações em bebês, logo após o nascimento ou nas primeiras semanas de vida. No teste da orelhinha conseguimos ver se as células do ouvido do bebê estão em estado normal de funcionamento. Se o bebê passa no teste, a mãe é orientada a fazer higienização do ouvido do recém-nascido. Quando o resultado falha, é orientado procedimento de massagem circular no ouvido da criança e agendado um retorno após 15 dias. É importante realizar massagem circular no ouvido do recém-nascido”, orienta a fonoaudióloga Isabela Pini.

Simples, rápido e indolor, o exame pode ser feito enquanto o bebê está dormindo. Para os bebês que não nasceram na maternidade, os pais realizam o agendamento do exame no período vespertino, na recepção social do hospital.

A fonoaudióloga ressalta a importância do teste da linguinha para os recém-nascidos. “No teste da linguinha detectamos alterações no frênulo, um pequeno tecido, e outros aspectos como a língua presa. O bebê com essa alteração possui dificuldade para sugar na mamada e geralmente machuca o seio da mãe. Se detectamos algo encaminhamos para realizar o pique na linguinha e liberar o frênulo. O diagnóstico precoce evita problemas futuros que o bebê poderia ter no desenvolvimento da fala, mastigação, deglutição e higiene oral”, explicou.

 O Hospital

O Hospital Regional Dr. José de Simone Netto é gerenciado pelo Instituto Acqua, com a supervisão do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde. É referência de atendimento para os oito municípios da microrregião de Ponta Porã (Amambai, Antônio João, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Ponta Porã, Sete Quedas e Tacuru) e atende uma população de 203.561 habitantes.

A unidade encerrou 2019 com mais de 123.377 procedimentos realizados no período de março a dezembro. De acordo com os dados do Ministério da Saúde houve aumento de 164% nos procedimentos de atendimentos no Pronto Socorro, internações, cirurgias, exames e consultas ambulatoriais sob nova gestão. De março a dezembro de 2019 foram realizados 54.581 atendimentos no Pronto Socorro, 6.241 internações, 33.049 exames laboratoriais e 12.548 exames de radiologia.

O hospital conta com 107 leitos e oferece atendimento de urgência e emergência, ambulatorial, internação nas especialidades de clínica médica, cirúrgica, gineco-obstétrica, pediátrica, ortopédica e UTI adulto. Possui, ainda, ampla estrutura de apoio diagnóstico e terapêutico e 75 médicos, 66 enfermeiros, 135 técnicos de enfermagem, 53 profissionais administrativos e aproximadamente 150 profissionais indiretos. 

Samir Siviero, diretor-presidente do Instituto Acqua, explica que os avanços seguem as três características que norteiam o trabalho da instituição. “Ao assumir a gestão enfrentamos os desafios com muito trabalho, transparência, eficiência e responsabilidade social. Agora em 2020, teremos melhorias para ofertar mais qualidade no atendimento”, garantiu. 

Demetrius Pareja, diretor do hospital, ressalta que serviços e ações serão implementados em 2020. “No ano passado conseguimos fazer uma boa gestão. Cumprimos as metas e realizamos cirurgias eletivas extras. A microrregião tinha em torno de mil cirurgias paradas, fizemos 400 destas com o esforço concentrado de cirurgias e 700 tomografias. Esse ano faremos alguns ajustes, como implantação de novos leitos de UTI, organização da estrutura administrativa e investimentos em Educação Permanente”.

 

Camila Kaveski – Instituto Acqua

Foto: Divulgação/Instituto Acqua

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