Projeto “Construção de Ideias Científicas e Tecnológicas” beneficia escolas na região norte do Estad

14 SET 2019Por Vinícius Espíndola06h32

Iniciativa visa abordagem dos benefícios da sustentabilidade e da bioeconomia para estudantes do 9º ano do EF e EM, da Rede Estadual, em cinco unidades escolares.

Campo Grande (MS) – Com enfoque na bioeconomia, diversidade e riqueza para o desenvolvimento sustentável, a Coordenadoria Regional de Educação (CRE-4) de Coxim, colocou em prática uma importante iniciativa, neste mês de setembro. O projeto “1ª Construção de Ideias Científicas e Tecnológicas”, com subtema “Hortas”, envolveu estudantes matriculados em turmas de 9º ano do Ensino Fundamental e também do Ensino Médio em cinco unidades escolares localizadas na região norte do Estado.

Além da prática do cultivo de hortaliças, os alunos criaram sistema de irrigação com material reciclável

O trabalho contou com a participação da EE Santos Dumont (Costa Rica), EE Francisco Ribeiro Soares (Pedro Gomes), EE Silvio Ferreira (Coxim), EE Vergelino Mateus de Oliveira (Rio Verde de Mato Grosso) e EE Thomaz Barbosa Rangel (Rio Verde de Mato Grosso). “A fórmula de sucesso dessa empreitada pode parecer simples, mas exige muita motivação e ações ininterruptas. O sustento desta iniciativa é formado por professores, pesquisadores apaixonados pelo que fazem e pelo empenho dos estudantes de turmas do 9º ano do Ensino Fundamental e Ensino Médio que já conseguem compreender os benefícios da sustentabilidade e da bioeconomia”, disse a coordenadora da CRE-4, Maira de Quevedo.

A implantação das hortas simbolizou um ponto de partida para incentivar grandes mudanças no comportamento dos estudantes e introduzir melhores práticas pedagógicas e de gestão ambiental nas escolas estaduais de Coxim, Rio Verde de Mato Grosso, Costa Rica e Pedro Gomes. No avanço do projeto foram incluídas ações como preparação de irrigação, criada pelos estudantes da EE Francisco Ribeiro Soares e da EE Silvio Ferreira, fazendo uso de equipamentos reciclados.

Envolveram ainda planejamento de canteiros e métodos de compostagem na EE Santos Dumont e EE Vergelino Mateus de Oliveira, onde também foi possível mudar a dinâmica da geração de lixo orgânico local, discernindo com mais clareza o que deve, ou não, ser descartado como “inservível”. Com o trabalho, os resíduos orgânicos são destinados à composteira e garantem adubo de excelente qualidade para os canteiros da horta. Um dos destaques ficou, também, para o espaço pensado pelos estudantes da EE Thomaz Barbosa Rangel, que envolve a questão social e ajuda na merenda escolar, além de ensinar o valor do meio ambiente.

O que é colhido na horta é usado também nas refeições servidas na escola

Os professores formadores da CRE-4, Felipe Telles, Carolina Beccegato e Michele Vendruscolo, responsáveis pelo acompanhamento do desenvolvimento do Projeto, acreditam que a alternativa “horta”, selecionada pelos estudantes, poderá promover a educação ambiental, o desenvolvimento sustentável e a bioeconomia. Além disso, ela já serve como dispositivo desencadeador de atividades integradas, “pois a horta é um laboratório vivo para diferentes atividades envolvendo teoria e prática”, disse professor Felipe.

“Estes trabalhos são realizados através de simples ações e o aprendizado possibilita que os estudantes apliquem, em seus lares, os conhecimentos adquiridos, oferecendo vantagens para as comunidades”, finalizou professora formadora, Caroline Beccegato.

Texto e fotos: Adersino Junior – Secretaria de Estado de Educação (SED).

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