Política

Placar de reforma põe Governo em alerta

Com 13 votos, reforma previdenciária quase foi derrotada

28 NOV 2017Por Rádio Jota FM/Edson Moraes14h27

O placar de 13 a 7 a favor do projeto do Executivo que altera o regime previdenciário em Mato Grosso do Sul garantiu sua aprovação, mas ao mesmo tempo trouxe apreensão ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e à base governista.

Se apenas um dos deputados que votaram a favor não tiuvesse comparecido ou votasse contra, a matéria seria rejeitada, porque 12 votos são insuficientes para aprovar a proposta.

Para ser aprovado, o projeto precisava de maioria simples (metade dos deputados mais um). A Assembleia tem 24 deputados. A maioria simples, portanto, é contada com a soma da metade deles (12) mais um, o que perfaz 13 votos, precisamente Nesse caso, com 24 parlamentares,É que para aprovar a medida foi de apenas um voto a mais que a metade, exatamente provação foi exatamente.

No teste de fogo desta terça-feira, com o Palácio Guaicurus (sede da Assembleia) tomada por milhares de servidores e cercada por tropas de choque da Polícia Militar, é óbvio inferir que o Governo tem sua base mais fiel nos 13 deputados que o livraram de uma derrota histórica: os tucanos Beto Pereira, Mara Caseiro, Onevan de Matos, Rinaldo Modesto e Enelvo Feline; os peemedebistas Antonieta Amorim, Eduardo Rocha, Márcio Fernandes e Renato Câmara; e ainda Zé Teixeira (DEM),George Takimoto (PDT), Paulo Corrêa (PR) e Herculano Borges (SD).

Contudo, além dos votos previsíveis da Oposição, formada exclusivamente pelos petistasPedro Kemp,João Grandão, Cabo Almi e Amarildo Cruz, a Governadoria foi surpreendida com votos contrários de três deputados que vinham figurando no seu bloco de sustentação (Paulo Siufi, do PMDB; Lídio Lopes, do PEN; e Coronel David,do PSC). O voto de David deixou perplexa muita gente que tinha como certa sua investidura, a convite de Azambuja, no cargo de secretário estadual de Justiça e Segurança Publica, hoje ocupado pelo titular de sua vaga parlamentar, José Carlos Barbosinha (PSB).

Para completar a luz amarela que se acendeu no sinaleiro de alerta de Azambuja, o Governo engoliu outra surpresa inesperada, com a finta aplicada por três convivas habituais de seus interesses políticos e administrativos: Felipe Orro e Maurício Picarelli, do mesmo PSDB do governador; e Grazielle Machado, do PR, não compareceram à sessão. As três ausências encolheram a disponibilidade de votos favoráveis ao projeto e ajudaram a intensificar o ambiente de nervosismo no Parque dos Poderes,

A reforma aprovada aumenta de 11% para 14% a alíquota de dedução salarial compulsória para a pevidência estadual. O Executivo concordou em parcelar, fixando em tres vezes de 1% anual o reajuste. Cerca de 75% (algo em torno de 45,2 mil assalariados) do funcionalismo estadual não sofrerão esse acréscimo, que alcança somente quem ganha acima de R$ 5 mil 531,00.

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