“O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”, declarou Bolsonaro ao comentar a decisão de vetar a compra de vacinas chinesas
O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quarta-feira (21) que “o povo brasileiro não será cobaia de ninguém” para justificar sua decisão de vetar a compra da vacina da Sinovac contra a Covid-19, um dia depois de o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmar que a vacina seria adquirida pela pasta e incluída no Programa Nacional de Imunização.
A declaração ainda repercute a insistente defesa da obrigatoriedade da vacina feita por João Dória, governador do estado de São Paulo. Dória teria assinado um contrato para o fornecimento de vacinas com a chinesa Biotech, fabricante da Sinovac, ainda em agosto de 2019, antes do primeiro caso de coronavírus registrado oficialmente na China.
Nessa segunda-feira, Bolsonaro publicou em suas redes sociais que “[...] o Governo do Brasil não vê a necessidade de adotar NEM RECOMENDARÁ SUA ADOÇÃO [da vacina] por gestores locais. (grifo da postagem presidencial). A vacina da Sinovac, que está sendo testada no Brasil em estudo liderado pelo Instituto Butantan, do governo do Estado de São Paulo
“O Ministério da Saúde irá oferecer (grifo nosso) a vacinação, de forma segura, no momento oportuno, após COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA e VALIDADA PELA ANVISA” (grifos nossos).
“Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou a fase de testagem”, acrescentou novamente o presidente em publicação no Facebook.

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