O deputado estadual Felipe Orro solicita ao governo a elaboração de estudos técnicos para apresentação de um Projeto de Lei que cria no Estado uma política de incentivo à produção de cervejas e chopes artesanais, com a concessão de benefícios tributários necessários ao fomento da produção das cervejarias artesanais instaladas em todo Mato Grosso do Sul.
A indicação foi apresentada pelo deputado na Assembleia Legislativa e atende um pedido da Associação Brasileira das Cervejarias Artesanais (Abracerva/MS) para alavancar a produção, bem como a geração de empregos no Estado.
“Queremos promover a qualificação do setor de produção de cervejas artesanais em nosso Estado, bem como, impulsionar o desenvolvimento das cervejarias já existentes e incentivar o surgimento de novos estabelecimentos através da reformulação da carga tributária imposta ao setor”, explica Felipe Orro.
Conforme o presidente da Abracerva/MS, Osir Alfonso Tessari, a produção de cerveja artesanal no Estado cresceu muito nos últimos anos e conta hoje com 14 microcervejarias já instaladas e mais duas em fase de projeto para funcionamento. Entretanto, a associação reclama sobre a “pesada carga tributária” imposta à produção de cervejas artesanais, o que dificulta o desenvolvimento do setor fazendo com que inúmeros outros estabelecimentos desistam de se instalar no Mato Grosso do Sul.
“Estados membros da Federação como Goiás e Santa Catarina, já possuem uma política tributária mais benéfica e incentivadora ao setor em questão, que é um potencial gerador de empregos e renda para Mato Grosso do Sul, merecendo a devida atenção do Poder Executivo de nosso Estado”, afirma Ossir Tessari.
O deputado mostra ainda um ofício datado em julho do ano passado, apresentado pela Abracerva/MS e encaminhado à Secretaria de Fazenda, solicitando à Comissão para Avaliação da Política de Desenvolvimento Econômico a concessão de benefícios tributários.
Abracerva
A entidade é uma associação sem fins lucrativos composta por cervejarias, bares, distribuidores e profissionais que atuam no meio cervejeiro. A Abracerva MS foi fundada em 2019 e atualmente possui mais de 30 associados que trabalham para promover a qualificação do setor, divulgação da cultura cervejeira e a representação institucional dos associados. Isso promove o desenvolvimento econômico e social no Mato Grosso do Sul e também no Brasil.
A partir da década de 1960 a indústria cervejeira mundial passou por um processo de concentração econômica no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Essa situação macroeconômica estimulou os governos a aplicar uma altíssima carga tributária.
O resultado disso foi um salto no crescimento de qualidade e diversidade das cervejas artesanais, que geram mais cultura, mais conhecimento e maior valor agregado, bem como maior faturamento, arrecadação e número de empregos por litro produzido.
“O fenômeno do crescimento do setor microcervejeiro no Brasil não é recente nem tampouco uma novidade. Essa avalanche de produtos muitas vezes chamados de artesanais é resultado não apenas de mudanças sensorial e comportamental do consumidor, mas principalmente da grande onda de empreendedorismo entre jovens empresários impulsionados pela tendência mundial dos apelos de sustentabilidade e diversidade”, destaca Osir Tessari.
Crescimento
Nos últimos dez anos, o Brasil apresentou progressos, tanto no crescimento do setor produtivo microcervejeiro como no ponto de vista do consumidor. Alguns governos estaduais abraçaram e incentivaram a indústria. Contudo, a maioria das microcervejarias brasileiras ainda enfrentam uma pesada taxação que atuam com efeito oposto, prejudicando sua saúde financeira e refreando seu crescimento.
“Os preços das cervejas artesanais brasileiras atingem valores muito altos e dificultam demasiadamente o ganho de escala e a competitividade. Vemos também que a comercialização deste produto aqui no Estado tem crescido em ritmo considerável. Porém, a alta carga tributária imposta aos microcervejeiros é a principal razão das cervejarias ciganas não se firmarem no Estado e isso prejudica no desenvolvimento econômico e na geração de empregos”, reitera Felipe.
Estados como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso já concedem incentivos fiscais para suas microcervejarias. Deste modo, os estados harmonizam a carga tributária e promovem o desenvolvimento sustentável no setor.
Tributação
Segundo a associação, uma cervejaria que optar pela tributação normal (lucro real ou presumido) terá uma carga tributária de 88,58%, inviabilizando a atividade. “Logicamente, devemos considerar que essas empresas poderão recuperar alguns tributos relacionados às entradas de insumos e matérias-primas, o que estima que a tributação total fique na casa de 75%, sobrando apenas 15% de lucro bruto para a cervejaria arcar com todos os custos de produção e custos operacionais da atividade”, aponta Osir.
Já uma cervejaria que optar pela tributação do Simples Nacional, terá uma carga tributária mais baixa, na casa de 50%, que ainda é considerada muito alta, pois não é permitido a recuperação de créditos nas entradas de insumos. Neste caso, ocorre uma nova tributação instituída pelo Decreto 15.055 de 31 de julho de 2018, que obriga o pagamento de ICMS nas aquisições interestaduais (ICMS Equalização Tributária).
Felipe Orro encaminhou indicação ao governador do Estado, Reinaldo Azambuja, com cópias ao secretário de Governo e Gestão Estratégica (Segov), Sérgio Murilo Nascimento Mota e ao secretário de Fazenda, Felipe Mattos de Lima Ribeiro.

Santa Fé do Sul Polícia Civil apreende mais de 223 gramas de maconha em residência em Santa Fé do Sul
Aparecida do Taboado Floriculturas de Aparecida do Taboado terão horário especial para o Dia de Finados
Paranaíba Mulher é conduzida à delegacia após denúncia de agressão em Paranaíba
Inocência Arauco inicia contratação de 20 profissionais formados para operações florestais em Mato Grosso do Sul