Dose inativada traz mais segurança ao esquema vacinal

Estratégia combinada com vacina oral garante maior proteção e contribui para a erradicação da doença

13 JUL 2024 Por Redação Ap.Taboado 10h00

Desde 2012, o Ministério da Saúde do Brasil adotou uma importante mudança no Calendário Nacional de Vacinação ao incluir a vacina inativada contra poliomielite (VIP). Essa decisão seguiu as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) com o objetivo de aumentar a segurança e a eficácia da imunização contra a poliomielite no país.

A partir de 2016, a VIP passou a ser administrada em três doses aos 2, 4 e 6 meses de idade, enquanto a vacina oral contra poliomielite (VOP) – popularmente conhecida como “a gotinha” – começou a ser administrada em doses de reforço aos 15 meses e aos 4 anos de idade. Essa mudança no esquema vacinal reflete uma estratégia combinada que visa potencializar a proteção contra o vírus da poliomielite.

O infectologista Victor Bertollo, chefe da Assessoria de Mobilização Institucional e Social para Prevenção de Endemias da Subsecretaria de Vigilância à Saúde do Distrito Federal, destaca que a introdução da VIP oferece maior segurança ao esquema vacinal. "A vacina inativada é composta por vírus mortos, o que elimina o risco de causar poliomielite vacinal, uma preocupação associada à vacina oral em casos raros", explica Bertollo. "Essa estratégia combinada não apenas protege mais eficazmente as crianças, mas também contribui para a erradicação global da poliomielite."

A poliomielite, uma doença altamente contagiosa causada pelo poliovírus, pode levar à paralisia e, em casos severos, à morte. A vacinação é a principal forma de prevenção, e a combinação da VIP com a VOP proporciona uma barreira robusta contra a transmissão do vírus.

Desde a implementação dessa nova estratégia de vacinação, o Brasil tem conseguido manter baixos os índices de infecção pelo poliovírus, contribuindo para a meta de erradicação da doença no país e no mundo. A campanha de vacinação contínua e a adesão da população são fundamentais para garantir que o país continue livre da poliomielite.

A mudança no esquema vacinal, portanto, não apenas fortalece a proteção individual das crianças, mas também representa um passo crucial na luta global contra a poliomielite, reafirmando o compromisso do Brasil com a saúde pública e a segurança de suas futuras gerações.

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