Fome no Brasil recuou 33%, mas ainda afeta 14,3 milhões de pessoas

Relatório aponta avanços e desafios no combate à insegurança alimentar no país

28 JUL 2024 Por Redação Ap.Taboado 10h15

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira revela que a insegurança alimentar no Brasil diminuiu 33% entre 2021 e 2023, quando comparado ao triênio anterior. A porcentagem de brasileiros em situação de insegurança alimentar caiu de 32,8% (70,3 milhões de pessoas) entre 2020 e 2022 para 18,4% (39,7 milhões de pessoas) no período mais recente.

A redução significativa, de 43,9%, é um indicativo de progressos no combate à fome, embora o país ainda enfrente desafios consideráveis. O relatório revela que 30,6 milhões de brasileiros deixaram a condição de insegurança alimentar moderada ou grave, mas 14,3 milhões continuam a enfrentar a insegurança alimentar grave, onde há episódios de fome real.

A insegurança alimentar moderada refere-se a incertezas sobre a capacidade de obter alimentos suficientes e é marcada por reduções na qualidade e quantidade dos alimentos consumidos devido à falta de recursos. Já a insegurança alimentar grave ocorre quando indivíduos ficam sem comida, passando fome de forma aguda.

O relatório destaca que, apesar da redução da insegurança alimentar grave de 9,9% para 6,6% da população entre 2020 e 2023, o Brasil ainda está classificado no "Mapa da Fome". Esse mapa inclui países onde a insegurança alimentar grave afeta mais de 2,5% da população, posição que o Brasil havia superado em 2014, mas para a qual retornou em 2019.

Além disso, o relatório aponta que há 8,4 milhões de brasileiros subnutridos e uma estagnação na redução da desnutrição aguda em crianças menores de 5 anos. O documento enfatiza a necessidade contínua de políticas eficazes e ações direcionadas para erradicar a fome e melhorar a segurança alimentar em todo o país.

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