Grupo técnico monitora animais do Pantanal após queimadas devastadoras

Voluntários do Gretap em Mato Grosso do Sul protegem fauna e garantem alimentação em áreas afetadas pelos incêndios

28 JUL 2024 Por Redação Ap.Taboado 10h20

Em resposta aos devastadores incêndios que consumiram cerca de 848.900 hectares no Pantanal, voluntários do Grupo Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap) estão intensificando esforços para proteger e monitorar a fauna local. Com a missão de garantir a sobrevivência dos animais em áreas de risco, o Gretap tem atuado de forma estratégica, utilizando técnicas como a criação de aceiros e o monitoramento da movimentação dos animais.

Segundo dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASA), os incêndios têm impactado severamente o bioma, levando à necessidade urgente de intervenção para evitar danos irreversíveis à biodiversidade. As equipes do Gretap monitoram de perto a progressão do fogo, estabelecendo rotas de fuga seguras para os animais em fuga.

Uma das abordagens fundamentais do grupo é o aporte nutricional em diferentes áreas afetadas. Esse trabalho visa suprir as necessidades alimentares dos animais sem recorrer a práticas ilegais, como a ceva de fauna silvestre, proibida por lei devido aos riscos de impacto ambiental negativo.

"O Gretap é o único grupo oficial, criado por decreto do Governo do Estado e também de terceiro setor, que aplica técnicas especializadas para proteção e alimentação da fauna em situações de emergência como esta", afirmou a organização.

Diante da magnitude dos desafios enfrentados pelo Pantanal, iniciativas como a do Gretap desempenham um papel crucial na preservação do ecossistema e na mitigação dos efeitos devastadores dos incêndios. A união de esforços entre governo, sociedade civil e voluntários demonstra um compromisso conjunto em garantir um futuro sustentável para uma das regiões mais importantes para a biodiversidade brasileira.

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