Hackers são suspeitos de invadir programas de milhagem e fraudar emissão de passagens aéreas

Entre vítimas estão parlamentares e agências de viagem do DF, segundo Polícia Civil

03 AGO 2024 Por Redação Ap.Taboado 10h15

A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na manhã desta quarta-feira (31), uma operação contra um grupo suspeito de invadir sistemas de agências de viagem e aplicativos de programas de milhagem para emitir passagens aéreas de maneira ilegal. De acordo com as investigações, os hackers miravam vítimas com muita pontuação em sistemas de milhagem, como parlamentares, e agências de turismo da capital.

Os suspeitos emitiam passagens para viagens que aconteceriam em, no máximo, três dias, a fim de evitar que as companhias aéreas Latam e Gol desconfiassem das fraudes. Segundo a polícia, os compradores das passagens pagavam aos suspeitos por meio de PIX, utilizando contas de laranjas, e os bilhetes custavam cerca de um terço do valor praticado no mercado. O prejuízo para as companhias aéreas é estimado em R$ 10 milhões, conforme informou o delegado responsável pelas investigações.

A investigação também abrange o método de invasão utilizado pelos hackers, o uso de cartões de crédito falsos e o possível uso das passagens aéreas por pessoas ligadas ao narcotráfico, conhecidas como "mulas". Além disso, está sendo investigado o patrocínio de um conhecido time de vôlei de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul.

Na operação de hoje, os agentes cumpriram um mandado de prisão preventiva, dois mandados de busca e apreensão de bens, bloqueios de contas e sequestro de um carro de luxo na cidade de Campo Grande.

A Polícia Civil indica que os suspeitos podem responder pelos crimes de invasão de dispositivos informáticos, falsidade ideológica, furto qualificado pela fraude cibernética, estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de capitais. Se condenados, as penas podem chegar a até 39 anos de prisão.

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