Resgatada em agosto de 2024 com graves queimaduras nas patas, a onça-pintada Miranda agora vive plenamente integrada ao seu habitat no Pantanal. Solta em setembro após mais de 40 dias de tratamento intensivo no CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), Miranda está sendo monitorada por um colar VHF com GPS, que confirma seu bom estado físico e comportamental.
Segundo dados do Imasul e do projeto Onçafari, Miranda explora ativamente seu território, alternando entre deslocamentos rápidos e períodos de repouso, indicadores de que está caçando e se alimentando normalmente. A coordenadora do Onçafari, Liliam Rampim, destaca que Miranda “voltou rapidamente à vida livre, explorando o ambiente sem limitações”.
O caso de Miranda é um marco na conservação da fauna do Pantanal, demonstrando o sucesso da colaboração entre instituições como Imasul, CRAS, Ibama e PMA. André Borges, diretor-presidente do Imasul, reforçou o compromisso com a biodiversidade: “A história de Miranda comprova que, com conhecimento técnico e parcerias sólidas, é possível transformar situações de vulnerabilidade em vitórias para a natureza”.

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