O sul-mato-grossense Fernando Rufino, conhecido como “Cowboy de Aço”, foi um dos grandes destaques da 13ª edição do Prêmio Paralímpicos, realizado na última quinta-feira em São Paulo.
Natural de Itaquiraí, Rufino recebeu o título de melhor atleta da canoagem após um ano marcado por conquistas históricas, consolidando sua posição como uma das maiores figuras do paradesporto nacional.
Aos 39 anos, Rufino brilhou nos Jogos Paralímpicos de Paris ao conquistar a medalha de ouro na prova dos 200m VL2 (canoa). Pouco depois, reafirmou sua supremacia ao vencer a mesma prova no Campeonato Mundial de Canoagem, realizado na Hungria. Essas vitórias não apenas destacaram seu talento, mas também reforçaram o protagonismo do Brasil no cenário esportivo internacional.
O percurso de Rufino é marcado pela superação. Antes do esporte, ele sonhava em ser peão de rodeio, mas um acidente grave mudou o curso de sua vida, resultando na perda parcial dos movimentos das pernas. Em vez de desistir, encontrou na canoagem uma nova paixão e uma forma de continuar competitivo.
Durante a cerimônia, Rufino agradeceu à sua equipe e ao apoio do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). “Cada vitória é fruto de muito esforço, disciplina e, principalmente, do trabalho coletivo. Este prêmio é um reconhecimento que divido com todos que acreditaram no meu potencial e me ajudaram a chegar até aqui”, declarou emocionado.
O Prêmio Paralímpicos, organizado pelo CPB, homenageou os melhores atletas de 24 modalidades e celebrou o recorde histórico do Brasil nos Jogos Paralímpicos de 2024, com 89 medalhas, sendo 25 de ouro.

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