Secretaria de Saúde investiga primeiro caso suspeito de dengue tipo 4 em MS

Autoridades monitoram possível circulação do vírus no Estado e reforçam medidas de prevenção

22 FEV 2025 Por Redação Ap.Taboado 11h20

A Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES) investiga o primeiro caso suspeito de dengue tipo 4 registrado no Estado neste ano. O caso foi apontado no boletim epidemiológico divulgado na última semana  e está sob análise para determinar se a infecção foi adquirida naturalmente ou se há relação com a vacina recebida pelo paciente.

Em nota, a SES informou que a amostra de sangue foi encaminhada para um laboratório de referência fora do Estado para a realização de sequenciamento genético. O procedimento tem como objetivo obter informações detalhadas sobre o caso e garantir a precisão das análises laboratoriais.

A suspeita do sorotipo 4 preocupa as autoridades sanitárias, pois a maioria da população não teve contato com esse tipo de vírus, o que pode aumentar o risco de uma nova epidemia da doença. Até o momento, os sorotipos 1 e 2 são os mais comuns no Estado.

O paciente em investigação reside em um município da região do Baixo Pantanal. Além desse caso, Mato Grosso do Sul registrou uma morte confirmada por dengue este ano: uma idosa de Inocência, infectada pelo sorotipo 2.

Circulação do sorotipo 3

Enquanto isso, o sorotipo 3 da dengue segue avançando no Estado e já soma 93 casos confirmados. As regiões nordeste e leste de Mato Grosso do Sul, onde estão localizados municípios como Três Lagoas e Aparecida do Taboado, concentram o maior número de registros.

Assim como o tipo 4, o sorotipo 3 também tem circulação reduzida na população, o que pode representar um risco maior de agravamento da doença.

Situação epidemiológica

Desde o início do ano, Mato Grosso do Sul registrou 804 casos confirmados de dengue até o dia 15 de fevereiro. As cidades com maior incidência são Ponta Porã, Chapadão do Sul e Costa Rica.

Além da morte confirmada, dois óbitos suspeitos estão em investigação. No total, há 2.515 casos prováveis de infecção pela doença registrados neste período.

As autoridades reforçam a importância da prevenção, eliminando criadouros do mosquito Aedes aegypti e buscando atendimento médico ao primeiro sintoma da doença, como febre alta, dor no corpo e manchas na pele.

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