A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) protocolou nesta sexta-feira (11) uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) denunciando violência policial durante a marcha indígena promovida pelo Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Segundo ela, houve uso desproporcional da força e gás lacrimogêneo por parte da Polícia Legislativa e da Polícia Militar do DF.
Durante a manifestação pacífica intitulada A Resposta Somos Nós, contra a Lei do Marco Temporal, Célia afirma ter sido impedida de acessar o Congresso mesmo após se identificar como parlamentar, além de ter sido atingida por gás. A ação também denuncia racismo, violência política e omissão de socorro, e inclui uma gravação de reunião da Secretaria de Segurança com suposta incitação à violência.
Em declaração, Célia afirmou que a repressão não é apenas contra ela, mas contra o simbolismo de uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. “É sobre como esse Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, disse.
A ação policial gerou reações entre lideranças indígenas e parlamentares. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e a deputada Maria do Rosário (PT-RS) repudiaram o ocorrido. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) classificou a repressão como armadilha e exigiu responsabilização pelos abusos cometidos.

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