Casos de síndrome respiratória aguda grave disparam em MS e acendem alerta em autoridades de saúde

Estado registra 1.755 casos e 119 mortes em 2025; maioria das internações envolve crianças

23 ABR 2025 Por Redação Jota FM 99.5 19h00

Mato Grosso do Sul enfrenta um aumento preocupante nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com cinco semanas consecutivas de crescimento. Desde o início do ano, já foram registrados 1.755 casos e 119 mortes, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Gerência de Influenza e Doenças Respiratórias.


Na Semana Epidemiológica (SE) 14, encerrada em 5 de abril, o estado notificou 246 novos casos, um salto em relação aos 160 registrados na mesma semana de 2024. A escalada já supera os números do ano passado e preocupa as autoridades sanitárias. De acordo com a SES, o avanço está relacionado ao comportamento sazonal da doença, comum nos meses mais frios, mas também à maior circulação de vírus respiratórios, como o rinovírus (presente em 35,5% dos casos com agente identificado) e o vírus sincicial respiratório (19%).
A curva de crescimento começou ainda em março e vem subindo semanalmente:

SE 10: 142 casos

SE 11: 163 casos

SE 12: 166 casos

SE 13: 198 casos

SE 14: 246 casos


Campo Grande lidera o número de infecções, concentrando cerca de 70% dos casos da última semana e acumulando 633 notificações desde janeiro. Segundo Lívia de Mello Maziero, gerente de Influenza e Doenças Respiratórias da SES, o cenário exige atenção redobrada, especialmente com crianças e idosos. “A maior parte das hospitalizações por SRAG tem ocorrido entre crianças de 0 a 9 anos, enquanto os óbitos se concentram em pessoas acima dos 70 anos”, destacou.


A Semana Epidemiológica 17 começou no último domingo (20), mas os dados ainda estão sendo consolidados por conta do feriado prolongado. A atualização da SE 15 está prevista para esta quinta-feira (24). A SES reforça a importância da vigilância ativa nas unidades de saúde e da atenção imediata aos sintomas respiratórios, como febre, tosse, dificuldade para respirar e cansaço, com prioridade de atendimento a crianças e idosos, os mais vulneráveis às formas graves da doença.

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