A infestação por carrapatos segue como uma das principais ameaças à produtividade bovina em Mato Grosso do Sul, causando perdas de peso e custo elevado de controle. Estudos da Embrapa apontam soluções inovadoras, como manejo rotacionado e vacinas experimentais. O parasita compromete diretamente a rentabilidade do setor, um dos pilares da economia sul-mato-grossense.
Estima-se que os prejuízos anuais causados pelo carrapato-do-boi ultrapassem R$ 16 bilhões no Brasil. Em MS, a situação é agravada pela grande quantidade de rebanhos das raças Brangus e Angus, mais suscetíveis à infestação. Já o Nelore, mais resistente, também sofre impactos, embora em menor escala.
Diante do problema, a Embrapa Gado de Corte vem testando o Sistema Lone Tick, que reduz o contato dos animais com larvas do parasita, sem uso de produtos químicos. O método mostrou eficácia especialmente com a raça Senepol, que apresentou elevado ganho de peso com baixa infestação.
Além do manejo, a pesquisa também investe em vacinas à base de peptídeos sintéticos e no uso de óleos naturais, como o de Tagetes minuta, com efeito acaricida. A resistência crescente do carrapato aos produtos convencionais preocupa técnicos e consumidores, exigindo novas estratégias de controle.
Os especialistas alertam que o combate ao carrapato exige ações integradas, planejamento e uso consciente dos medicamentos. Caso contrário, o impacto pode comprometer não apenas a produção, mas também a competitividade do Brasil no mercado internacional.

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