Exumação de bebê Maria Hellena reacende debate sobre erro médico em MS

Laudos periciais serão concluídos em até 40 dias

13 MAI 2025 Por Redação Jota FM 99.5 17h13

A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul informou, nesta sexta-feira (9), que o caso da bebê Maria Hellena, de apenas 9 meses, segue sob análise pericial. A criança morreu no dia 29 de abril, após receber uma injeção na Santa Casa de Paranaíba. O laudo definitivo da causa da morte ainda está em elaboração, com previsão de conclusão em até 40 dias, segundo a instituição.

Em nota oficial, a Polícia Científica esclareceu que a declaração de óbito foi emitida apenas para permitir o sepultamento da menina, mas que a investigação pericial segue em curso, respeitando rigorosamente os protocolos técnicos.

Os resultados dos exames laboratoriais estão sendo analisados em Campo Grande e, assim que concluídos, serão enviados à Polícia Civil, que conduz a investigação.

Na manhã desta sexta-feira, o corpo da bebê foi exumado no cemitério municipal por ordem judicial, atendendo ao pedido do delegado responsável pelo caso. A decisão foi autorizada pelo juiz da Vara Criminal, Dr. Edimilson Barbosa Àvila.

Durante sessão da Câmara Municipal, realizada na última segunda-feira (5), foi realizado um minuto de silêncio em homenagem à criança, por iniciativa do vereador Mauricio Bugrão (PL). Na ocasião, a mãe, Leticia Lopes dos Santos, reforçou seu pedido de justiça e contestou a versão oficial de morte por causas naturais, registrada no primeiro atestado de óbito.

Segundo Leticia, a filha sofreu uma parada cardíaca logo após a aplicação da injeção, fato que foi presenciado pela família e registrado em vídeo pelo pai da criança. Ela ainda denunciou erros graves no documento, que indicava, equivocadamente, sexo e data de nascimento da bebê.

“Foi uma sucessão de erros. A data de nascimento e o sexo estavam errados. A causa da morte estava errada, pois colocaram ‘morte natural’, como se ela tivesse tido uma falta de respiração — e não foi isso”, relatou, emocionada, a mãe, destacando também que o Estado não dispõe de reagentes para identificar qual medicamento foi aplicado.

Maria Hellena completaria 10 meses no próximo dia 21 de maio e deixa uma irmã de 9 anos. A família segue aguardando a conclusão dos laudos e reforça o pedido por justiça e responsabilização.

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