Defesa alega abuso e ameaça em caso de esquartejamento que chocou Selvíria

Julgamento de salgadeira acusada de matar e esquartejar marido acontece no dia 11

10 JUN 2025 Por Redação Jota FM 99.5 13h22

Com julgamento marcado para o dia 11 de junho, a defesa de Aparecida Graciano de Souza, de 63 anos, tenta reverter a imagem da ré no caso que ganhou repercussão nacional em 2023, quando ela foi presa acusada de envenenar e esquartejar o marido, Antônio Ricardo Cantarin, de 64 anos, no município de Selvíria (MS).


Segundo os advogados Kethiny Figueiredo, Rogério de Souza e Valdir Rocha dos Santos, Aparecida teria vivido quase dois anos sob ameaças constantes, abusos sexuais e cárcere emocional, sendo frequentemente dopada e violentada enquanto estava inconsciente.

“Ela foi colocada em uma situação de terror diário. No dia dos fatos, ele se revelou: disse que não precisava mais dopá-la para fazer o que queria. Aquilo foi o estopim”, afirmou o advogado Valdir Rocha em entrevista ao site Rádio Caçula. A defesa ainda afirma que não há laudo pericial que comprove o uso de veneno na morte da vítima, e que o crime teria sido o resultado de anos de violência sofrida pela mulher.


Relembre o caso
O crime ocorreu entre os dias 21 e 26 de maio de 2023. Segundo o depoimento da própria Aparecida, após supostamente envenenar o marido, ela aguardou até a constatação da morte. Com medo da repercussão, esquartejou o corpo e armazenou as partes em sacos plásticos e uma mala, que foram descartados ao longo dos dias em estradas vicinais na saída para Três Lagoas.
A polícia descobriu o crime após denúncia e, confrontada com contradições, Aparecida confessou e indicou onde estavam os restos mortais de Antônio.


Julgamento
A ré aguarda julgamento por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e vilipêndio de corpo. O caso volta a ser julgado no dia 11 de junho, e promete mobilizar a comunidade local e autoridades pela gravidade e complexidade dos fatos. Enquanto a defesa sustenta a tese de legítima defesa da honra, o Ministério Público argumenta que o crime foi premeditado e cometido com extrema crueldade.

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