Vereador Marcelo avalia mandato, defende obras e cobra transparência da prefeitura

Durante entrevista, parlamentar destacou atuação fora da tribuna, parcerias com colegas e criticou paralisação de obra de drenagem no Tabuado: "falta planejamento e diálogo com a população".

11 JUN 2025 Por Redação Jota FM 99.5 17h40

Em entrevista concedida nesta semana a uma rádio local, o vereador Marcelo fez um balanço de sua atuação no primeiro mandato e falou sobre temas relevantes para a população de Aparecida do Taboado. Discreto nas sessões da Câmara, Marcelo destacou que seu trabalho é contínuo e acontece, principalmente, nas ruas: "Não tem hora pra ser vereador", afirmou.

Marcelo disse que, mesmo sem usar com frequência a tribuna, atua em parceria com os vereadores Maurão, Jucleber e Gilson do Binega, todos amigos de longa data. “Nos conhecemos há muitos anos e atuamos juntos em diversas indicações, principalmente em prol das crianças com necessidades especiais”, contou.

O vereador também abordou a cobrança constante da população por melhorias na cidade e reforçou que busca encaminhar as demandas diretamente aos setores responsáveis. Um dos principais pontos da entrevista foi a crítica à paralisação da obra de drenagem no bairro Tabuado. Segundo ele, a empreiteira responsável abandonou o serviço e o processo para substituição da empresa está travado. “Enquanto isso, os moradores sofrem com poeira e lama. Falta planejamento e diálogo da Prefeitura com a comunidade”, disse.

Marcelo explicou que uma mudança na legislação exige agora que a empresa comprove capacidade técnica antes de ser contratada, o que pode ajudar a evitar situações como essa. Contudo, alertou que, até a conclusão do trâmite burocrático, a obra continuará parada, gerando transtornos à população.

Sobre a saúde pública, o vereador reconheceu os desafios, especialmente no atendimento do pronto-socorro, que enfrenta alta demanda e casos cada vez mais complexos devido à dengue, H1N1 e Covid-19. Ele comentou ainda sobre o alto custo de medicamentos como o Tamiflu, considerado eficaz no tratamento de gripe, mas fora do alcance de muitas famílias. “Uma caixa pode chegar a quase R$ 400. Uma família com quatro pessoas doentes gasta quase R$ 2 mil”, alertou.

Por fim, Marcelo informou que, mesmo com o recesso parlamentar previsto para julho, continuará trabalhando normalmente. “Nosso compromisso com a cidade não tira férias”, concluiu.

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