O Mato Grosso do Sul está prestes a se tornar um dos estados com a maior cobertura de estações meteorológicas do Brasil. Com a instalação de nove novas unidades na Bacia do Rio Paraná, a rede chegará a 70 estações, reforçando o monitoramento climático e possibilitando análises mais precisas para o setor agropecuário.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira, pelo diretor nacional do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Carlos Alberto Jurgilewicz, ao lado do secretário estadual Jaime Verruck, da Semadesc. O objetivo é garantir maior detalhamento de dados climáticos em regiões estratégicas, permitindo planejamento mais eficaz para produtores rurais e órgãos de defesa civil.
Além das novas unidades, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), que já possui 42 estações próprias, também está realocando estruturas para cobrir áreas com pouca ou nenhuma observação. A maioria das estações deste ano será instalada na Bacia do Rio Paraguai.
A parceria entre Inmet e Semadesc também resultará na renovação do Acordo de Cooperação Técnica para o compartilhamento de dados. Isso permitirá que as informações coletadas cheguem mais rapidamente aos sistemas nacionais, contribuindo para previsões e alertas meteorológicos em tempo real.
Para Verruck, a medida vai além do monitoramento climático: trata-se de uma ferramenta estratégica para proteger a produção agrícola e maximizar recursos. “São dados cruciais para a tomada de decisões no campo”, disse o secretário. Com isso, o estado dá um salto em infraestrutura climática e entra para a vanguarda da agrometeorologia nacional.

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