Diretor da FESAT alerta para aumento de doenças no inverno e pede mais responsabilidade contra fake

Robson Souto, em entrevista à Rádio Jota FM, destacou o impacto do clima frio no fluxo hospitalar, o aumento de infartos e doenças respiratórias

27 JUN 2025 Por Redação Jota FM 99.5 10h00

Durante entrevista concedida à Rádio Jota FM, o diretor da FESAT (Fundação Estatal de Saúde de Aparecida do Taboado), Robson Souto, fez um apelo à população para que busque informações corretas antes de espalhar boatos, especialmente em grupos de WhatsApp, e alertou sobre o aumento de doenças típicas do período de outono e inverno, como viroses, gripe e infarto.

“Durante o frio, cresce o número de problemas cardíacos, especialmente infartos. Isso é fato, não é lenda. Os médicos explicam tecnicamente, mas o clima frio realmente contribui para agravar essas condições”, afirmou Souto. O diretor contou, inclusive, que teve febre alta recentemente e reforçou a importância de cuidados simples, como se agasalhar bem e manter boa hidratação.

De acordo com os dados apresentados, só entre março e maio deste ano, mais de 16.500 pessoas passaram pelo pronto-socorro do hospital, sendo quase 3 mil crianças com até 9 anos de idade — um fluxo semelhante ao registrado no mesmo período do ano passado. Robson destacou que muitos atendimentos poderiam ser evitados se houvesse mais procura pelas unidades básicas de saúde. “O pronto-socorro deve ser buscado apenas em casos de urgência e emergência. Infelizmente, 80% dos atendimentos não são emergenciais”, explicou.

Ele também esclareceu informações distorcidas divulgadas recentemente sobre um óbito por dengue. O caso citado nas redes sociais, segundo Souto, envolveu um jovem de Aparecida que foi atendido no hospital local, mas transferido para Paranaíba, onde faleceu na UTI. “Seguimos todos os protocolos. A evolução da doença depende do organismo de cada pessoa. Não houve negligência”, garantiu.

Além disso, o diretor reforçou o funcionamento do sistema de regulação de vagas do SUS, que segue critérios estaduais e é gerenciado por médicos em Campo Grande. “Não é a direção do hospital que define a vaga, e sim a central de regulação, com base nos exames e prontuários enviados”, explicou.

Por fim, Robson Souto fez um apelo contra a disseminação de fake news e comentários maldosos nas redes. “Fazer uma publicação sem embasamento é prestar um desserviço à comunidade. Amanhã, quem precisa da unidade pode ser você mesmo. A crítica vazia só atrapalha”, concluiu.

A entrevista terminou com agradecimentos pela oportunidade de esclarecer os fatos à população e reafirmando o compromisso da FESAT com o atendimento humanizado e baseado em dados reais.

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