Primeiro candidato negro ao governo de MS é preso e faz vaquinha para pagar defesa

Professor Lázaro, conhecido por luta social e homenageado com medalha Zumbi dos Palmares, pede apoio financeiro

13 JUL 2025 Por Redação Jota FM 99.5 14h00

O professor Lázaro Bonifácio da Silva, de 54 anos, primeiro negro a se candidatar ao governo de Mato Grosso do Sul, está preso desde o dia 7 de julho após um desentendimento com o locatário de sua residência. Para custear os honorários advocatícios e tentar recuperar a liberdade, amigos e familiares organizam uma vaquinha virtual.

Conhecido como Professor Lázaro, ele tem uma trajetória marcada por superação. Formado em Letras, Física, Administração e atualmente estudante de Direito, também já atuou como policial militar. Em 2014, foi homenageado com a Medalha Zumbi dos Palmares, em reconhecimento ao trabalho na defesa da igualdade racial e direitos humanos.

Segundo familiares, o conflito que levou à prisão ocorreu no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. Após um desentendimento, houve uma briga que resultou na invasão da polícia, apreensão de seus pertences pessoais e materiais de estudo, culminando com a detenção na Depac Cepol.

Atualmente, ele enfrenta dificuldades financeiras e emocionais. O valor do advogado é de R$ 1.500, dividido em duas parcelas de R$ 750, com prazo final até 11 de julho. Para arrecadar o valor, foi disponibilizada uma chave Pix (67982055010) em nome de Cristiane Oliveira.

Lázaro sempre se destacou como líder comunitário, atuando em projetos sociais e movimentos de inclusão. Em 2018, disputou o cargo de governador de MS, sendo o primeiro negro a chegar a tal posto no estado, o que representou um marco histórico.

A situação gerou mobilização entre militantes, estudantes e simpatizantes de suas causas. Muitos veem o caso como reflexo das dificuldades enfrentadas por líderes negros no Brasil, que ainda sofrem com falta de apoio e enfrentam preconceito estrutural.

Apesar do momento difícil, Lázaro segue recebendo apoio de aliados, que destacam sua luta constante pela educação, inclusão social e combate à discriminação racial.

O caso também reacende o debate sobre a criminalização de conflitos civis e o tratamento dado a lideranças negras no país. Para seus apoiadores, é fundamental que Lázaro tenha acesso a uma defesa justa e possa retomar sua atuação social.

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