Dois homens foram condenados pela Justiça de Paranaíba por lavagem de dinheiro, após investigação conduzida pela Primeira Delegacia de Polícia do município.
O caso teve início em 2024 com a prisão de um dos réus por tráfico de drogas e evoluiu para a Operação Sansão, que desvendou um esquema de movimentações financeiras incompatíveis com as rendas declaradas. Com apoio técnico do Laboratório de Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil (LAB-LD/PCMS), as investigações analisaram milhares de transações bancárias, utilizando recursos de inteligência artificial.
Os dados apontaram para o uso de transferências via PIX com valores repetitivos, movimentação entre contas pessoais e empresariais e a participação de terceiros — prática conhecida como money mule — como estratégias para ocultar a origem ilícita dos recursos. As quebras de sigilo bancário e o cruzamento de informações indicaram que os réus buscavam legalizar valores oriundos do tráfico de drogas.
Conforme a sentença judicial, os envolvidos utilizaram técnicas como o fracionamento de valores (smurfing) e a mescla entre bens lícitos e ilícitos para dificultar o rastreamento do dinheiro. A Justiça determinou penas de 10 anos e 10 meses de prisão para um dos condenados e 9 anos e 10 meses para o outro, ambos por lavagem de capitais. A Polícia Civil ressaltou que ações que visam desarticular o fluxo financeiro do tráfico são fundamentais para enfraquecer as estruturas do crime organizado e garantir maior segurança à população.

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