TCE revoga suspensão de contrato de aluguel de área usada como balneário em Paranaíba

Após apresentação de documentos pela prefeitura, conselheiro entendeu que não há irregularidade nem urgência para manter medida

28 JUL 2025 Por Redação Jota FM 99.5 17h41

 O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) revogou a decisão que suspendia os pagamentos referentes ao contrato de aluguel de uma área de três hectares utilizada como balneário municipal em Paranaíba.

 A medida, publicada em edição extra do Diário Oficial da corte na sexta-feira (25), foi assinada pelo conselheiro substituto Leandro Lobo Ribeiro Pimentel.

A suspensão havia sido determinada pelo próprio conselheiro no início de julho, após denúncia do vereador Maurício Gomes de Almeida, o Bugrão (PL), que apontava suposta inatividade do local e acusava a prefeitura de manter gastos sem retorno à população. A liminar anterior também previa multa de R$ 52.820,00 ao prefeito Maycol Queiroz (PSDB), caso os pagamentos fossem mantidos.

Na nova decisão, Pimentel afirmou que os documentos apresentados pela prefeitura demonstram a utilização efetiva da estrutura por moradores e turistas, com a realização de eventos, lazer e pesca esportiva. A gestão também comprovou a regularidade da prorrogação e do reajuste contratual, conforme previsto na Lei nº 14.133/2021, além de indicar risco de dano reverso em caso de rescisão, como impacto no turismo e prejuízos a eventos programados.

Segundo o TCE-MS, as provas apresentadas pela administração municipal incluem fotos, documentos e justificativas sobre a legalidade do contrato. O conselheiro entendeu que não há mais requisitos de urgência ou risco de dano irreparável para manter a suspensão cautelar dos pagamentos.

A denúncia inicial relatava que a prefeitura havia desembolsado aproximadamente R$ 800 mil desde 2023 pelo aluguel da área, com contrato renovado por mais 20 meses. O valor mensal passou de R$ 19,2 mil para R$ 20,6 mil, com reajuste de 7%. Antes da locação pelo município, a área era utilizada por uma empresa particular, que deixou parte da estrutura instalada no local.

Apesar da revogação da liminar, o TCE-MS manteve a determinação para uma inspeção in loco, com o objetivo de análise mais aprofundada do mérito da denúncia. A reportagem tentou contato com o prefeito Maycol Queiroz, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O vereador Bugrão também não foi localizado para comentar o desdobramento do caso.

 

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