Paranaíba terá papel estratégico na Nova Arquitetura da Saúde em Mato Grosso do Sul

Município será referência regional em atendimento especializado e ajudará a desafogar grandes centros

18 AGO 2025 Por Evilin Flausino 14h19

 A cidade de Paranaíba foi escolhida pelo Governo do Estado para integrar o cinturão de hospitais regionais que vão reforçar a rede pública de saúde em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (15) pelo secretário estadual de Saúde, Maurício Simões Corrêa, durante a apresentação do projeto Nova Arquitetura da Saúde.

O plano prevê que municípios de porte médio, como Paranaíba e Coxim, concentrem serviços de atenção secundária, oferecendo especialistas, exames, urgência e emergência. Com isso, as cidades terão papel estratégico para desafogar a demanda hoje concentrada em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas e Corumbá.

De acordo com o secretário, as microrregiões contarão com financiamento fixo para manter a estrutura hospitalar, além de incentivo variável conforme a produtividade. “Muitas vezes, o município já tem boa estrutura e recursos humanos. O que falta é incentivo para que possa produzir e atender sua região”, explicou Corrêa.

Diagnóstico e impacto

Um estudo realizado pelo Estado apontou que, dos 4.637 leitos distribuídos nos 103 hospitais de Mato Grosso do Sul, 40% estavam ociosos. A baixa resolutividade levava até pacientes com casos simples a buscar atendimento em Campo Grande.

Com a reorganização, Paranaíba passará a ser referência regional em atendimento especializado, garantindo acesso mais rápido a serviços de saúde de média complexidade tanto para sua população quanto para moradores de cidades vizinhas.

Investimentos

Desde 2023, o Governo de Mato Grosso do Sul já destinou R$ 2,2 bilhões para a rede de saúde, contemplando obras, aquisição de equipamentos, veículos, capacitação de profissionais e incentivos. Entre as principais ações estruturantes estão:

  • Hospital Regional de Três Lagoas, já em operação;

  • Hospital Regional de Dourados, previsto para 2025;

  • Ampliação do Hospital Regional de Campo Grande por meio de PPP, que aumentará de 362 para 577 leitos.

Para a diretora-presidente da Fundação Serviços de Saúde, Marielle Alves Corrêa Esgalha, a reorganização vai fortalecer todos os níveis de atendimento do SUS. “Essa distribuição correta evita sobrecarga e garante que cada cidadão receba o cuidado adequado, no lugar certo e no momento certo”, destacou.

Leia Também