Um laudo pericial confirmou que a morte de uma bebê de apenas 9 meses, ocorrida em abril deste ano, foi causada por uma dose de dipirona 900% acima do recomendado. O caso, registrado na Santa Casa de Misericórdia de Paranaíba, está sendo investigado pela Polícia Civil como um possível erro médico.
De acordo com o documento, a dosagem correta para a idade da criança era de 0,2 ml, mas a técnica de enfermagem responsável aplicou diretamente 2 ml da medicação na veia da bebê, sem diluição no soro. Minutos após a aplicação, a criança sofreu uma parada cardíaca e, apesar dos 40 minutos de manobras de reanimação, não resistiu.
A bebê havia sido levada ao hospital com febre intensa, reação a vacinas aplicadas poucas horas antes. A mãe, Letícia Marinho, relatou o momento de desespero e a angústia pela falta de responsabilização até agora.
“Decepcionada de saber que alguém que nem podia estar atuando sozinha, pois é uma técnica de enfermagem, tem o risco de não sofrer nenhuma punição e de saber que a minha filha nunca mais vai voltar”, desabafou.
A exumação do corpo foi realizada a pedido da família para esclarecer as circunstâncias da morte. O delegado responsável pelo caso informou que o inquérito está em andamento e que todos os profissionais envolvidos serão ouvidos durante as investigações.
A Santa Casa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Enquanto isso, familiares e amigos da vítima pedem justiça e cobram mais rigor na fiscalização de protocolos de atendimento para evitar que situações como essa voltem a se repetir.

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