O Ministério Público solicitou o acolhimento institucional de duas crianças de Paranaíba (MS) e a manutenção da prisão de L.A., esposa do avô paterno, acusada de maus-tratos e tortura. O pedido foi feito durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (15), em Paranatinga (MT).
As crianças, de 6 e 8 anos, haviam sido entregues ao avô pelo Conselho Tutelar de Paranaíba, após o pai ser preso e a mãe denunciada por agressões. Segundo as investigações, o avô teria sido omisso diante da situação, enquanto a esposa é apontada como autora das violências.
De acordo com o processo, a acusada obrigava uma das vítimas a comer do chão, imitar um cachorro sob ameaça, frequentar a escola descalça e até ingerir fezes.
A promotora Caroline de Assis e Silva Holmes Lins destacou que as crianças viviam em um ambiente de tortura, intimidações e violência física, em afronta direta ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e à Lei Henry Borel, que trata da violência contra menores.
O caso segue sob investigação das autoridades, que buscam garantir a proteção integral das vítimas.

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