Cassilândia pode ganhar entreposto de borracha e gerar até 600 empregos

Secretário de Produção e representantes locais visitam Usina São Manoel, em São Paulo, e discutem implantação de unidade de processamento no município

14 NOV 2025 Por Nilda Telles 14h56

O Secretário de Produção de Cassilândia, Edson Bobadilha, o vereador Max e o diretor Basileu participaram, nesta quinta-feira (13), do programa Rotativa no Ar, da Rádio Patriarca, onde apresentaram os resultados da visita técnica à Usina São Manoel, localizada em Neves Paulista (SP), a cerca de 360 km do município.

A usina é referência na transformação do coágulo de borracha (látex) em matéria-prima primária, utilizada por grandes indústrias como Pirelli e Michelin. Atualmente, a empresa administra áreas do bairro Seringal, em Cassilândia, com participação do técnico Menes Vieira, ex-profissional do Senar. Segundo Bobadilha, o município responde por 25% da produção de borracha de Mato Grosso do Sul, e a associação Cassibor concentra 75% desse volume.

Investimento e logística

A visita teve como foco discutir a instalação de um entreposto de processamento em Cassilândia, que reduzirá custos logísticos e desperdícios durante o transporte. Em vez de enviar o material úmido para São Paulo, a secagem será feita localmente, o que tornará o processo mais eficiente. A implantação da indústria completa está prevista para uma etapa futura.

Empregos e desenvolvimento

Atualmente, a Usina São Manoel emprega cerca de 180 trabalhadores em Neves Paulista. Em Cassilândia, o número pode chegar a 500 ou 600 pessoas entre extração e produção. O setor já demanda mão de obra imediata — pelo menos 12 sangradores (extratores de látex) estão sendo contratados. Os empresários solicitaram ao município melhorias no bairro Seringal, onde o empreendimento deve se instalar, para adequar os serviços públicos à chegada de novos trabalhadores e famílias.

Próximos passos

Uma comitiva de Cassilândia se reunirá com o Governo do Estado no dia 25 de novembro, em Campo Grande, para tratar de incentivos fiscais, crédito de carbono e apoio às cooperativas do setor. A previsão é que o posto de processamento comece a operar até o final de 2026, podendo ser instalado na área industrial conhecida como “Fazendinha”, caso receba o fomento estadual necessário.

O secretário Bobadilha destacou que a estratégia da gestão é fortalecer as cadeias produtivas já existentes, atraindo investimentos que complementem a economia local e gerem desenvolvimento sustentável para Cassilândia.

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