Dartagnam Ramos concede entrevista a Radio jota FM 99,5

Presidente do PL e gestor municipal afirma que atendimentos cresceram, indústria cumpre exigências ambientais e que o partido vive momento de expansão

01 DEZ 2025 Por Nilda Telles 14h24

Em entrevista, Dartagnan fez um balanço das ações desenvolvidas pela secretaria sob sua responsabilidade ao longo do ano. Segundo ele, houve crescimento significativo no número de atendimentos, especialmente na Casa do Trabalhador, no suporte ao MEI, na emissão de RG — em parceria — e no setor agropecuário. Ele destacou que a área rural teve o dobro de atendimentos em relação ao ano anterior, impulsionada por investimentos da gestão, como a aquisição de novos equipamentos e operador.

Sobre o mercado de trabalho, afirmou que, mesmo diante das dificuldades econômicas em nível nacional, as indústrias locais continuam contratando e ampliando suas operações, o que refletiu no aumento da procura por vagas.

Outro ponto abordado foi a situação do emissário da indústria no Rio Paraná. Atendendo solicitação do prefeito, Dartagnan esteve no Imasul para acompanhar a tramitação da licença ambiental. Ele afirmou que a empresa está cumprindo todas as condicionantes impostas pelo órgão, incluindo ajustes solicitados recentemente. Informou ainda que, na próxima semana, a empresa deverá apresentar o projeto aos vereadores e à secretaria.
Dartagnan reforçou a necessidade de equilíbrio: “Não podemos ignorar o meio ambiente, mas também não podemos colocar em risco empregos e a atividade de uma indústria que está há 31 anos no município.”

Como presidente do Partido Liberal (PL), ele rejeitou a ideia de que o partido enfrentaria crise. Ao contrário, afirmou que a legenda cresce nacionalmente, inclusive após a prisão de Jair Bolsonaro, que ele classificou como resultado de “excesso” e “vingança”. Criticou decisões recentes do STF e disse ver “parcialidade” em alguns julgamentos, citando casos envolvendo banqueiros e apontando supostas relações políticas.

Para Dartagnan, o cenário eleitoral do próximo ano será marcado por uma forte polarização entre direita e esquerda, enquanto o centro tende a se alinhar ao lado considerado mais moderado. Ele defende que a direita deve evitar radicalismos para ampliar apoio.

Ao comentar episódios de corrupção, citou o caso do INSS e afirmou que os crimes não devem ser atribuídos às siglas, mas aos indivíduos que cometem ilegalidades: “Tem corrupto na direita, na esquerda e no centro. O problema não são os partidos, são as pessoas”.

Por fim, destacou o crescimento do PL Mulher e da participação dos jovens, impulsionado, segundo ele, pela atuação de Michelle Bolsonaro e pelo engajamento natural das novas gerações.

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