Psicóloga relata diagnóstico de câncer de mama e transforma dor em mensagem positiva

Em entrevista à Jota FM, Ana Carolina fala sobre superação, fé, tratamento oncológico e a importância da mente no processo de cura

02 FEV 2026 Por Nilda Telles 15h30

A psicóloga Ana Carolina compartilhou, em entrevista à Rádio Jota FM, sua experiência ao receber o diagnóstico de câncer de mama triplo negativo, um dos subtipos mais agressivos da doença. Ativa, saudável e no auge da vida profissional e pessoal, ela contou que percebeu os primeiros sinais ao sentir um desconforto no seio, o que a levou a procurar atendimento médico e realizar exames, incluindo a biópsia que confirmou o diagnóstico.

Durante o relato, Ana explicou que o câncer também atingiu um linfonodo da axila, situação comum em casos de câncer de mama, e destacou o impacto emocional do resultado. Segundo ela, o momento exigiu equilíbrio, apoio familiar e, principalmente, força mental, que considera fundamental no tratamento oncológico. “A cabeça é 99,9% do tratamento”, afirmou.

Ao longo de quase sete meses, Ana passou por sessões de quimioterapia e optou por continuar trabalhando sempre que possível, como forma de manter a rotina, o propósito e a conexão com a vida. Ela ressaltou o apoio da equipe de trabalho, da família e das amigas, além da fé em Deus, que considera um dos pilares de sua jornada.

Após exames genéticos, foi identificada uma predisposição hereditária, o que levou à decisão médica de realizar cirurgias preventivas, incluindo a retirada das mamas e, futuramente, de outros órgãos, como medida de proteção. Ana destacou a importância do avanço da medicina, que hoje permite tratamentos mais humanizados e a reconstrução mamária.

Ao escolher falar abertamente sobre a doença nas redes sociais, Ana Carolina disse que buscou informar, acolher e encorajar outras pessoas que passam ou possam passar pela mesma situação. Para ela, dividir a experiência deu sentido ao sofrimento e ajudou a transformar a dor em aprendizado coletivo. “O câncer chega como um choque, mas é possível encontrar propósito, seguir lutando e escolher viver”, concluiu.

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