Professor universitário de Paranaíba é preso suspeito de simular furto de caminhonete para receber seguro

Docente da UEMS teria encenado o desaparecimento do veículo para receber indenização de aproximadamente R$ 102 mil; caminhonete foi localizada escondida em um imóvel em Jales, no interior de São Paulo.

23 OUT 2026 Por Redação Jota FM 99.5 09h30

Um professor universitário da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), que atua em Paranaíba, foi preso em flagrante no domingo (18), em Jales, no interior de São Paulo, suspeito de simular o furto da própria caminhonete para receber uma indenização da seguradora.

A ocorrência começou após uma denúncia anônima informar sobre a possível existência de veículos escondidos em um imóvel de um condomínio residencial. As polícias Militar e Civil foram até o local para averiguar a situação e encontraram três veículos, entre eles uma Toyota Hilux preta, ano 2009, coberta por uma lona e sem placas de identificação.

Após consulta pelo número do chassi, os policiais constataram que a caminhonete tinha registro de furto. O veículo foi identificado e recuperado durante a operação. Segundo informações da Polícia Civil, o professor chegou ao imóvel enquanto as equipes ainda realizavam as diligências. Ele constava como vítima no registro do suposto furto e, conforme o relato policial, teria admitido que o desaparecimento do veículo foi simulado para permitir o recebimento do seguro.

Ainda de acordo com a ocorrência, o investigado afirmou que a seguradora já havia pago a indenização, estimada entre R$ 101 mil e R$ 102 mil. Durante a ação, os policiais apreenderam dois aparelhos celulares e documentos que podem ajudar a esclarecer o caso. A caminhonete foi recolhida e encaminhada para perícia técnica, que deverá contribuir para determinar as circunstâncias da suposta fraude.

O professor foi levado à Central de Polícia Judiciária de Jales. Após analisar os elementos reunidos, a autoridade policial ratificou a prisão em flagrante e determinou o indiciamento por suspeita de estelionato contra seguradora, conforme previsto no Código Penal. Uma cópia da ocorrência também foi encaminhada para análise de possível comunicação falsa de crime. A investigação continua para esclarecer como a caminhonete foi retirada de circulação e escondida, além de verificar se outras pessoas tiveram participação no caso.

 

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