Janeiro Branco reforça a importância do cuidado com a saúde mental em Caarapó

Campanha inclui evento aberto ao público no dia 16 de janeiro, na Praça Central, com o tema em "paz, equilíbrio e promoção da saúde mental"

08 JAN 2026 Por wander Ferreira / Poliana Cavalheri 10h12

Dentro da programação da campanha Janeiro Branco, foi realizada em Caarapó uma entrevista à Jota FM com o psicólogo do CAPS, José Emilson Silva Ortega, e com a psicóloga da SESAI, Aline Feltrin, que esse ano tem como tema “Paz, equilíbrio e saúde mental”. A conversa destacou a importância da conscientização, do cuidado contínuo e do fortalecimento das redes de apoio à população.

O Janeiro Branco é uma campanha nacional criada em 2014, pelo psicólogo mineiro Leonardo Abrahão, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para a saúde mental, emocional e psicológica. Aproveitando o simbolismo do início do ano, a campanha convida as pessoas a refletirem sobre sua qualidade de vida, relações, emoções e hábitos, incentivando o autocuidado e a busca por ajuda quando necessário.

Em Caarapó, o cuidado com a saúde mental é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), formada por serviços como o CAPS(Centro de Atenção Psicossocial), PAM(Posto de Atendimento Medico), ESFs(Estratégia de Saúde da Família) além do Serviço Social, AA, e o Projeto REVIVI (Recuperando Vidas do Vicio). Essa rede atua de forma integrada para garantir atendimento humanizado, acompanhamento contínuo e suporte às pessoas em sofrimento psíquico, desde casos leves até situações mais complexas.

Durante entrevista à Jota FM, o psicólogo do CAPS, José Emilson Silva Ortega, explicou que o cuidado em saúde mental vai além do atendimento clínico, passando também pela inclusão dos pacientes em atividades físicas, musicais, artísticas e culturais, além de práticas como a jardinocultura e da participação em atividades religiosas, sempre de forma voluntária. Segundo ele, esses hobbies terapêuticos contribuem para o tratamento, fortalecem os vínculos sociais e ajudam a evitar o isolamento, quando aliados ao acompanhamento multiprofissional com psiquiatra, psicólogo e assistente social.

José Emilson destacou ainda que, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento em saúde mental geralmente tem início nas ESFs, que mantêm contato direto com a comunidade. Conforme o psicólogo, as equipes atuam na identificação precoce do sofrimento psíquico, no acompanhamento contínuo dos pacientes e no desenvolvimento de ações de promoção e prevenção em saúde mental. Já os casos de maior complexidade, como transtornos mentais severos e persistentes, além de situações de dependência química ou alcoólica, são encaminhados ao CAPS, onde recebem atendimento especializado.

Outro ponto abordado durante a entrevista foi a luta contra o preconceito relacionado ao cuidado com a saúde mental. Os profissionais ressaltaram que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim um ato de coragem e autocuidado, e reforçaram a importância de tratar o tema com responsabilidade e sem julgamentos.

A psicóloga da SESAI, Aline Feltrin, também falou sobre a saúde mental indígena, destacando o trabalho desenvolvido para promover o bem-estar emocional, fortalecer vínculos comunitários e culturais, além de contribuir para a redução dos índices de violência e suicídio nas comunidades indígenas do município.

Durante a programação, foram registrados relatos de pacientes, que demonstraram gratidão aos profissionais da rede de saúde mental pelo acolhimento, atenção e cuidado recebidos ao longo do tratamento.

A Secretaria Municipal de Saúde segue promovendo, ao longo deste Janeiro Branco, ações de conscientização e promoção da saúde mental e convida toda a população para participar do evento marcado para o dia 16 de janeiro, na Praça Central, a partir das 18 horas, com atividades físicas, culturais e ações de integração, reforçando que cuidar da mente é essencial para uma vida mais equilibrada, saudável e com mais qualidade.

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