Justiça mantém prisão preventiva de ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande

Defesa teve negados os pedidos de liberdade, aplicação de medidas cautelares e conversão da prisão em domiciliar, advogada de 71 anos foi presa em setembro

22 OUT 2026 Por Hyan Martins 09h08

A Justiça de Mato Grosso do Sul manteve a prisão preventiva da ex-presidente da Santa Casa de Campo Grande, acusada de envolvimento em um esquema de corrupção no hospital. A decisão foi tomada pela 5ª Vara Criminal de Campo Grande, que rejeitou os pedidos de revogação da prisão, aplicação de medidas cautelares alternativas e substituição da custódia por prisão domiciliar.

A advogada, de 71 anos, foi presa durante a Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc). A investigação apura irregularidades envolvendo o maior hospital de Mato Grosso do Sul.

A ré responde por organização criminosa, sete acusações de peculato e falsidade ideológica. Os crimes constam na denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Segundo o MPMS, a advogada teria ocupado posição de liderança no esquema investigado. A denúncia aponta que ela controlaria as contratações e as informações repassadas aos órgãos responsáveis pela fiscalização.

O órgão também atribui à acusada poder de decisão sobre os principais assuntos relacionados ao funcionamento do suposto esquema. As acusações ainda serão submetidas à análise judicial, conforme o andamento do processo criminal.

Com a decisão da 5ª Vara Criminal, permanecem válidas as medidas de prisão preventiva impostas à ré. Os pedidos apresentados pela defesa não foram acolhidos pela Justiça.

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