Jovem morta a tiros em farmácia de Cassilândia estava recebendo ameaças telefônicas

O delegado Rodrigo Evaristo, responsável pelas investigações, afirmou que as câmeras de segurança registraram o crime

03 JAN 2025 Por Redação Ap.Taboado 11h33

Gessyca Luana Rezende de Souza, de 23 anos, foi assassinada com cinco tiros enquanto trabalhava em uma farmácia no município de Cassilândia, no dia 30 de dezembro.

Antes de ser morta, a jovem havia contado à mãe que vinha recebendo ameaças por telefone durante a semana e demonstrava medo de ser assassinada.
De acordo com relatos da família, Gessyca optou por não comparecer a um show da dupla Rick e Renner, realizado em Paranaíba  por receio de que algo pudesse acontecer. “Ela disse: ‘Eu queria ter ido, mas se eu fosse, eles me matavam lá’”, afirmou a mãe da jovem, que preferiu não se identificar.


A jovem havia sido presa no ano passado, em Chapadão do Sul, por envolvimento com drogas e, após ser liberada, estava sob medidas restritivas, podendo trabalhar apenas durante o dia. Gessyca vivia com a mãe e o padrasto, que a levaram para Cassilândia na tentativa de protegê-la.


Um colega da vítima relatou à família que as ameaças telefônicas indicavam que ela estava na lista de uma facção criminosa, sob a acusação de apoiar um grupo rival. “Disseram que ela estava na lista do PCC porque apoiava o Comando Vermelho”, afirmou um parente.


O delegado Rodrigo Evaristo, responsável pelas investigações, afirmou que as câmeras de segurança registraram o crime, mas detalhes adicionais não podem ser divulgados para não prejudicar o andamento do caso. Ele também mencionou a possibilidade de o crime estar relacionado à atuação de facções criminosas na região.
Até o momento, o autor dos disparos não foi localizado, e a polícia segue investigando os motivos e a autoria do homicídio.

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