Acidente entre Inocência e Cassilândia expõe riscos na MS-112 e revolta caminhoneiros

O caso reacendeu a indignação entre caminhoneiros que trafegam pelo trecho de 89 km da MS-112, onde duas praças de pedágio estão em funcionamento

24 JUN 2025 Por Redação Jota FM 99.5 18h46

Um grave acidente por pouco não terminou em tragédia na noite de sábado (21), no km 155 da MS-112, entre os municípios de Cassilândia e Inocência, em Mato Grosso do Sul. Um bitrem carregado com 38 toneladas de cimento tombou após passar por um desnível na pista, que não possui acostamento. O veículo havia saído de Cezarina (GO) com destino a Inocência.


O motorista perdeu o controle e a carreta tombou às margens da rodovia. Apesar da gravidade do acidente, ele sofreu apenas ferimentos leves e foi encaminhado ao hospital. A ocorrência foi registrada pela Polícia Militar Rodoviária Estadual (PMRE). O caso reacendeu a indignação entre caminhoneiros que trafegam pelo trecho de 89 km da MS-112, onde duas praças de pedágio estão em funcionamento — uma em Cassilândia e outra em Selvíria.
Desde fevereiro, a tarifa para veículos leves subiu para R$ 13,50 por praça. Já um bitrem de nove eixos chega a pagar R$ 121,50 em cada passagem, totalizando mais de R$ 240 em uma única travessia.


Apesar da cobrança elevada, motoristas denunciam a falta de infraestrutura básica na rodovia: não há acostamento, nem áreas de escape, e a sinalização é deficiente. A ausência de tachões refletivos (“olhos de gato”) compromete a segurança, especialmente durante a noite. “O número de tombamentos aumentou. Sempre nos mesmos pontos, por conta de desníveis ou sujeira na beira da pista”, relatou um caminhoneiro que passa regularmente pelo trecho. O tráfego intenso de carretas carregadas de eucalipto, com destino às indústrias de celulose em Três Lagoas, também contribui para o risco constante.
A concessionária responsável pela rodovia, a Way-112, afirma que as melhorias estão sendo executadas de forma gradual. No entanto, a lentidão nas ações tem gerado crescente insatisfação entre os trabalhadores do transporte.


Enquanto isso, quem enfrenta os perigos diários da MS-112 — e arca com o custo elevado — são os caminhoneiros e motoristas que dependem da rodovia.

Leia Também