Um homem procurou a Delegacia de Polícia Civil de Deodápolis na noite desta segunda-feira (6) para denunciar graves ameaças de morte que teria sofrido de um parceiro comercial com quem trabalha há cerca de dois anos.
Segundo o relato, a discussão teve início após o autor das ameaças se recusar a esperar o prazo combinado para o carregamento de ferro velho, produto com o qual ambos trabalham.
A vítima contou que atua comprando ferro velho em propriedades rurais e que o autor fornece o dinheiro para essas aquisições, posteriormente recolhidas por caminhão.
A carga fica acumulada em um sítio localizado na 7ª Linha, lado nascente, no município de Glória de Dourados. De acordo com a vítima, há cerca de 20 dias não tem conseguido concluir o carregamento devido ao mau tempo e outros imprevistos.
Na tentativa de resolver a situação, ele foi até o comércio do autor — um ferro velho — para explicar os motivos do atraso e pedir mais alguns dias.
Durante a conversa, o autor teria se exaltado, afirmando que não queria saber de justificativas e exigiu o material de imediato. A vítima relatou que, em seguida, o autor sacou uma pistola de cor preta, apontou em sua direção e disse: “Fala alguma coisa que eu pico você na bala!”.
Logo depois, teria segurado um pedaço de fio, ameaçando enforcá-lo, dizendo ainda que poderia matá-lo sem consequências, pois “tem dinheiro para gastar” e a vítima “não tem nem onde morrer”.
No momento do desentendimento, além do autor, havia mais dois homens no local. Ainda com a arma em punho, o autor teria se referido a um amigo da vítima que aguardava no veículo com a esposa e dois filhos como “aquele pilantra” e ordenado que ele saísse do carro e entregasse a chave, ameaçando atirar dentro do automóvel caso não fosse obedecido.
Um dos homens presentes foi até o carro e exigiu a chave, que foi entregue. A família, se sentindo ameaçada, deixou o veículo.
Após o episódio, a vítima foi imediatamente à Delegacia, deixando o carro estacionado em frente ao ferro velho. Segundo ele, ao se afastar, ainda ouviu o autor mandar que os comparsas escondessem o veículo.
Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Militar foi acionada e se deslocou até o local, mas encontrou o estabelecimento já fechado, sem ninguém presente e sem sinal do veículo da vítima.
O caso foi registrado e segue sendo investigado pelas autoridades competentes. A Polícia Civil apura a possibilidade de flagrante e medidas serão tomadas para resguardar a integridade da vítima e de sua família.

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