Missão Ásia busca atrair investimentos e abrir mercados diante de tarifas impostas pelos EUA

Comitiva liderada pelo governador Eduardo Riedel visitará Índia, Japão e Singapura; ação visa fortalecer economia de MS frente a restrições comerciais internacionais

31 JUL 2025 Por Mateus Adriano 18h47

O Governo de Mato Grosso do Sul deve realizar, na primeira quinzena de agosto, a Missão Ásia. A comitiva passará por Índia, Japão e Singapura com o objetivo de atrair investimentos e ampliar o acesso a mercados internacionais para produtos sul-mato-grossenses.

A iniciativa é uma resposta estratégica ao cenário global, especialmente após a imposição de tarifas de 50% pelos Estados Unidos à importação de produtos brasileiros.

A medida busca evitar impactos diretos na economia do Estado e abrir novos caminhos comerciais com países da Ásia.

O governador Eduardo Riedel explicou que os países foram escolhidos com base no potencial de negócios e no grau de exigência de seus mercados.

“São três economias que podem se conectar com Mato Grosso do Sul a partir das nossas potencialidades. É uma missão comercial e institucional para apresentar nosso ambiente de negócios e mostrar o papel da Rota Bioceânica como eixo estratégico”, afirmou.

Riedel destacou ainda que a Rota Bioceânica será um dos pontos centrais da viagem. “A rota muda a lógica de integração do Mato Grosso do Sul com o mundo. Encara o oceano Pacífico e a Ásia como prioridade. Isso altera a geografia econômica do Estado”.

O presidente da Fiems, Sérgio Longen, reforçou que a missão tem como foco principal abrir novos mercados para os produtos do Estado.

“Essa é uma articulação institucional para garantir segurança comercial ao setor industrial. Os países escolhidos têm ligação direta com o nosso interesse em inovação, tecnologia, sustentabilidade e logística”, afirmou.

Longen também destacou o papel da Fiems na organização da missão. “Nosso compromisso é promover essa aproximação com o apoio do governo. Vamos apresentar o que temos de melhor, desde infraestrutura até segurança jurídica, para atrair investidores que estejam olhando para o Brasil e, especialmente, para o Mato Grosso do Sul”.

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