O deputado estadual e 2º secretário da Assembleia Legislativa, Amarildo Cruz (PT), abriu espaço para mais uma importante e necessária guarda institucional de direitos da pessoa humana. Ao apresentar o projeto instituindo o Dia do Orgulho Crespo em Mato Grosso do Sul, ele propõe um simbolismo que pode conscientizar e mobilizar a sociedade contra o racismo e o bullying.
Amarildo entrou com a proposta na semana passada, por ocasião do Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial (21 de março), sugerindo que o Dia do Orgulho Crespo seja celebrado todo dia sete de novembro. A data foi escolhida por que nela, no ano passado, em Nova Andradina, a adolescente Karina Saifer de Oliveira, de 15 anos, tirou a própria vida depois de sofrer na escola constantes humilhações (bullying) por causa de seu cabelo.
"Não podemos aceitar que ainda hoje, no século XXI, pessoas sejam perseguidas, discriminadas, humilhadas, por causa da cor da sua pele e dos traços fisionômicos de sua raça. É fundamental pautar e conscientizar politicamente a sociedade sobre a importância de compreender de que forma a negação do cabelo crespo está associada ao racismo e à discriminação, argumenta Amarildo. No Brasil há várias mobilizações, como a Marcha do Orgulho Crespo, realizada anualmente em dezenas de cidades.
Valorizar a estética negra é um ato de resistência aos padrões eurocêntricos que foram impostos ao povo negro, ampla e historicamente difundidos pela mídia e pela publicidade, analisa o deputado petista. "É preciso quebrar o tabu de que existe um padrão único de beleza. Que os cabelos crespos sejam símbolo de luta e estimulem a articulação de outras pautas que visem corrigir as desigualdades do Brasil, sobretudo, as injustiças cometidas contra as pessoas negras e contra as mulheres", exortou.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou em seu censo mais recente que quase metade da população feminina no Brasil (59,5%) é preta ou parda. E de acordo com o mapa da violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Aplicada (Ipea), o número de mulheres negras vítimas de mortes por agressão passou de 54,8% em 2005 para 65,3% em 2017
TRAVESSIA - A conclusão das obras de recuperação da ponte da MS-448, no trecho entre a Colônia Imbirussu e a Aldeia Lalima, em Miranda, foi solicitada ao Governo do Estado por Amarildo Cruz. Ele atendeu apelo dos moradores que estão com dificuldade para chegar a lugares onde o acesso só é possível pela ponte. O pedido foi encaminhado também ao secretário de Infraestrutura, Ednei Marcelo Miglioli.
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