“Valorizar é ter os servidores reconhecidos, mas eles estão decepcionados com a rodada de negociações. Peço então que o Governo repense sobre isso e então encaminhe uma proposta para, no mínimo, corrigir os índices inflacionários”. Com este apelo, o deputado estadual Cabo Almi (PT) criticou a oferta salarial de 3% de reajuste ao funcionalismo e sugeriu novas bases para um acordo.
De acordo com o parlamentar, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) deveria ter, em primeiro lugar, a consciência de que cometeria uma injustiça enorme concedendo índice tão baixo de reajuste e ainda sem acrescentar a reposição inflacionária do último ano. Almi considerou lamentável o resultado da reunião do Fórum dos Servidores com o governador na segunda-feira, 26.
“Não poderia deixar de ecoar a minha voz sobre isso. Ao longo destes três anos venho discutindo a falta de compromisso do Governo com a reposição das perdas salariais. Ele não observa ou não considera importante fazer essa correção de acordo com a inflação”, atacou Almi.
“Reajuste de 3% é uma vergonha. Quanto subiu o combustível? Qualquer item da cesta básica subiu mais que 3%. Será que o Governo quer caminhar para encerrar seu mandato de forma melancólica?”, questionou. O Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central, mostra que a média para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) este ano está em 3,57%. Há quatro semanas estava em 4,25%.
Repensar a política salarial em prática é, segundo o petista, necessidade imperativa para um governante que afirma governar para as pessoas. Para Almi pagar em dia não passa de uma obrigação. “É preciso pagar bem, fazer a correção inflacionária. Dizer que o servidor é valorizado não pode ser só um discurso”, disparou. E completou: “Servidor ser prioridade é aprovar Plano de Cargos e Carreiras”.
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