A efetivação de Mato Grosso do Sul como elemento geográfico e econômico no processo de integração latino-americana está sendo concretizada, agora de maneira concreta e com o protagonismo dos governos do continente. A avaliação é do deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS), ao festejar a assinatura do termo de cooperação técnica entre Brasil e Alemanha para acesso ao know-how de obras ferroviárias, tendo em vista a construção da Ferrovia Transamericana, na chamada Rota Bioceânica.
Resende participou na quinta-feira, 29, no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil, da assinatura do acordo pelo qual os alemães transmitirão aos brasileiros todo seu conhecimento na engenharia de alta definição para empreendimentos ferroviários de grande porte. À| solenidade estiveram presentes o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, o embaixador alemão Georg Witschel, a vice-governadora Rose Modesto, o secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, e a deputada federal Tereza Cristina (DEM/MS).
“Trata-se de uma obra de rara grandeza técnica e um alcance econômico e social histórico, tendo em vista sua importância na integração continental dentro de uma perspectiva de desenvolvimento comum”, definiu Resende, reconhecendo uma das bandeiras que o seu mandato vem hasteando.
“O progresso sustentável é um objetivo capaz de unir os países da América do Sul. Quando se criou o Mercosul, já se sabia que esse mercado só teria a sua melhor conjuntura quando os países do bloco dispusessem de bases competitivas para ingressar nos maiores mercados do mundo. Estas bases passam pela otimização de custos e preços que os modais mais baratos de transporte podem oferecer”, continuou o parlamentar.
PESO DIFERENCIADO - Segundo o deputado, a ferrovia e os outros modais – hidrovia e rodovia -, conjugados, darão vitalidade e peso diferenciado para o Brasil e os vizinhos quando escoarem os seus produtos para outros continentes, como a Ásia. A Ferrovia Transamericana é o mais curto e rentável caminho para acesso ao Oceano Pacífico. Seu traçado liga o Porto de Santos aos de Ilo, no Peru, de Antofagasta e Iquique, no Chile.
O corredor vai entrar no Brasil por Corumbá, na fronteira com a Bolívia. Passa por Campo Grande e Três Lagoas, com investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão neste trecho de cerca de 900 km para retificação de traçado e troca de trilhos entre outros serviços que precisam ser executados. Em dezembro de 2017 os presidentes do Brasil e da Bolívia, Michel Temer e vo Morales, assinaram o tratado para a construção da ferrovia, que envolverá capital alemão, chinês e de empresas brasileiras com custo inicial estimado em US$ 1,5 bilhão.
Para Geraldo Resende, se a Transamericana vai propiciar ao Brasil avanço extraordinário com a competitividade nos mercados europeu, norte-americano e asiático, os impactos positivos em Mato Grosso do Sul serão os maiores e mais significativos da história. “As nossas potencialidades são diferenciadas em todos os setores de ponta na economia, do agronegócio ao turismo e à indústria. E a integração intercontinental vai agregar outros valores, especialmente o social, o cultural, o científico, o de conhecimento. O Mercosul então falará, de fato e de direito, uma língua comum de desenvolvimento inclusivo, de amizade, de paz, de progresso humano e sustentável”, concluiu.
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