PT faz plenária regional em Jardim com nomes da chapa majoritária

Na terça, em Campo Grande, partido realizará ato de apoio ao ex-presidente Lula

02 ABR 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 03h37

No próximo sábado, 7, o Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul fará em Jardim mais uma plenária regional para debater o encaminhamento de questões como o lançamento de candidaturas, programa de governo e estratégia política e eleitoral. Antes, na terça-feira, 3, em Campo Grande, o partido estará envolvido no ato “Lula Livre em Defesa da Democracia e Pela Paz”.

Com a presença do deputado federal e ex-governador Zeca do PT e do ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, a plenária de Jardim vai levar à Câmara Municipal os filiados locais e de municípios vizinhos. Zeca e Amaducci estão confirmados como pré-candidatos ao Senado e ao Governo, resolução que será oficializada na Convenção do partido, em julho.

Com Zeca bem avaliado nas pesquisas divulgadas até agora – ele seria um dos dois senadores eleitos, se o pleito fosse hoje -, o PT está fazendo das plenárias um indutor de estímulo à pré-campanha para fortalecer o nome de Amaducci. O desempenho dele nas consultas sobre intenção de voto ainda não incomoda os adversários à sua frente. Para os petistas, é uma questão de tempo – acreditam que o quadro pode alterar com a força e o envolvimento da militância.

As plenárias têm sido importantes também para colocar em cena as lideranças que estão interessadas em disputar indicação para a chapa das candidaturas proporcionais (para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal). Zeca afirma ser este um dos recortes mais contagiantes da militância, salientando a disposição de filiados de todas as regiões em representar o partido e defender seu programa na disputa eleitoral.Diversos nomes se apresentam na legenda para concorrer a uma vaga na Assembleia. Um deles é o vice-prefeito de Nova Alvorada do Sul, Moizes Neres de Souza.

O PT ainda não estabeleceu nenhum acordo para a composição das chapas majoritária e proporcional. A direção confia na presença de parceiros tradicionais em seu palanque, como o PCdoB. Resta ainda a definição sobre o futuro de Lula, se conseguirá registrar ou não sua candidatura. Caso não consiga, o PT ficará com duas opções: indica outro nome – o mais cotado é o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad -  ou apoia a tese de formação de um bloco de centro-esquerda, em torno de Guilherme Boulos (PSOL), Manuel D´ávila (PCdoB) ou Ciro Gomes (PDT).

 CONTRAPONTO – O ato “Lula Livre em Defesa da Democracia e Pela Paz” terá como palco o cruzamento da Rua 14 de Julho com Avenida Afonso Pena, a partir das 16h. Lideranças políticas, representantes de vários partidos, dirigentes de entidades civis, artistas e organizações engajadas nas lutas sociais como o MST e a Frente de Lutas Pela Moradia confirmaram presença.

Segundo Zeca do PT, presidente do Diretório Regional, a manifestação foi pensada para servir de contraponto ao ambiente de ódio e preconceito. O interesse é conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar o estado democrático, combater e denunciar a violência, além de protestar contra as injustiças. A garantia à candidatura de Lula e a apuração do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, com punição de seus responsáveis, estão entre as motivações pontuais do ato.    

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