No próximo sábado, 7, o Partido dos Trabalhadores de Mato Grosso do Sul fará em Jardim mais uma plenária regional para debater o encaminhamento de questões como o lançamento de candidaturas, programa de governo e estratégia política e eleitoral. Antes, na terça-feira, 3, em Campo Grande, o partido estará envolvido no ato “Lula Livre em Defesa da Democracia e Pela Paz”.
Com a presença do deputado federal e ex-governador Zeca do PT e do ex-prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, a plenária de Jardim vai levar à Câmara Municipal os filiados locais e de municípios vizinhos. Zeca e Amaducci estão confirmados como pré-candidatos ao Senado e ao Governo, resolução que será oficializada na Convenção do partido, em julho.
Com Zeca bem avaliado nas pesquisas divulgadas até agora – ele seria um dos dois senadores eleitos, se o pleito fosse hoje -, o PT está fazendo das plenárias um indutor de estímulo à pré-campanha para fortalecer o nome de Amaducci. O desempenho dele nas consultas sobre intenção de voto ainda não incomoda os adversários à sua frente. Para os petistas, é uma questão de tempo – acreditam que o quadro pode alterar com a força e o envolvimento da militância.
As plenárias têm sido importantes também para colocar em cena as lideranças que estão interessadas em disputar indicação para a chapa das candidaturas proporcionais (para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal). Zeca afirma ser este um dos recortes mais contagiantes da militância, salientando a disposição de filiados de todas as regiões em representar o partido e defender seu programa na disputa eleitoral.Diversos nomes se apresentam na legenda para concorrer a uma vaga na Assembleia. Um deles é o vice-prefeito de Nova Alvorada do Sul, Moizes Neres de Souza.
O PT ainda não estabeleceu nenhum acordo para a composição das chapas majoritária e proporcional. A direção confia na presença de parceiros tradicionais em seu palanque, como o PCdoB. Resta ainda a definição sobre o futuro de Lula, se conseguirá registrar ou não sua candidatura. Caso não consiga, o PT ficará com duas opções: indica outro nome – o mais cotado é o do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad - ou apoia a tese de formação de um bloco de centro-esquerda, em torno de Guilherme Boulos (PSOL), Manuel D´ávila (PCdoB) ou Ciro Gomes (PDT).
CONTRAPONTO – O ato “Lula Livre em Defesa da Democracia e Pela Paz” terá como palco o cruzamento da Rua 14 de Julho com Avenida Afonso Pena, a partir das 16h. Lideranças políticas, representantes de vários partidos, dirigentes de entidades civis, artistas e organizações engajadas nas lutas sociais como o MST e a Frente de Lutas Pela Moradia confirmaram presença.
Segundo Zeca do PT, presidente do Diretório Regional, a manifestação foi pensada para servir de contraponto ao ambiente de ódio e preconceito. O interesse é conscientizar as pessoas sobre a importância de preservar o estado democrático, combater e denunciar a violência, além de protestar contra as injustiças. A garantia à candidatura de Lula e a apuração do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, com punição de seus responsáveis, estão entre as motivações pontuais do ato.
ESPORTE Talento do Vale do Ivinhema: Manuzinho é aprovado em avaliação do Fluminense
ENTREVISTA Coronel David prioriza segurança e saúde e defende valorização de policiais
ENTREVISTA Gianni Nogueira vai priorizar proteção às mulheres e saúde na Alems
TRANSPORTE Papy cobra investimentos após venda do Consórcio Guaicurus