Rocha propõe à JBS reabrir portas e readmitir seus 700 funcionários

Amarildo: Estado pode ajudar na reabertura da indústria revendo política de isenção fiscal

05 ABR 2018 Por Rádio Jota FM/Edson Moraes 18h56

Se o Grupo JBS não reconsiderar a decisão que tomou no mês passado – de fechar as portas do frigorífico de Cassilândia -, aproximadamente 700 famílias estarão sujeitas a uma série de privações em sua subsistência e a economia da região sofrerá gravíssimas consequências.

O deputado estadual Eduardo Rocha (MDB), está mobilizando autoridades, lideranças políticas e empresariais, entre as quais os colegas da Assembleia Legislativa, na tentativa de convencer os empresários a reabrirem a unidade industrial. Cita, entre outros argumentos, que estas 700 pessoas têm no frigorífico praticamente a única chance de trabalho numa região afetada pela conjuntura de crise econômica e desemprego.

Além disso, segundo Eduardo Rocha, a cadeia econômica de Cassilândia e região sofre com o fechamento da indústria. Só a folha salarial mensal dos empregados da JBS na cidade soma R$ 2 milhões mensais. “Os fornecedores, o comércio, as pequenas economias que orbitam em torno dessa fonte de renda são violentamente prejudicados. Da mesma forma, as receitas municipais se abalam. É um efeito cascata perverso e implacável, mas que, a meu ver, pode ser evitado”, analisa.

Rocha lembra que já se reuniu com o prefeito Jair Boni Cogo, vereadores cassilandenses e funcionários demitidos, debatendo saídas e o encaminhamento da questão pontual que é a reabertura do frigorífico com a consequente readmissão dos trabalhadores. Um documento foi elaborado após essa reunião para ser encaminhado à presidência da JBS. "Não podemos permitir que o frigorífico permaneça fechado. Se tem algum trâmite jurídico que impeça a reabertura, nós, deputados, vamos acompanhar para ajudar na resolução deste problema”, avisou.

O deputado Amarildo Cruz (PT) endossou a preocupação do colega e destacou a importância e a necessidade de insistir na readmissão dos funcionários. “Temos que lutar para manter esses empregos. Se for o caso, o Governo do Estado pode rever a atual política de isenção fiscal para ajudar esses empresários que passam por dificuldades”, sugeriu Amarildo.

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