TSE e Whatsapp banem 256 contas acusadas de disparos em massa

Ao todo, mais de mil contas são acusadas de impulsionar conteúdo eleitoral ilegal

29 OUT 2020 Por Silvio Ferreira, com informações Istoé/Terra 20h56

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o WhatsApp afirmam ter recebido  1.020 denúncias de disparos de mensagens em massa em um mês, com características de conteúdo eleitoral.


A prática foi proibida na campanha deste ano pela Justiça Eleitoral. As denúncias envolvem 720 contas ativas do aplicativo, das quais 256 foram banidas, número equivalente a 35%.

O TSE classifica as mensagens censuradas – que denunciam a vulnerabilidade e violabilidade das urnas eletrônicas, algo que já vem sendo denunciado desde às eleições de 2018 –  como “notícias falsas” e conteúdo de “desinformação”.

O disparo em massa de mensagens é passível de multa e pode servir em investigação posterior, como elemento de prova em processo judicial que redunde até na cassação de candidatos eleitos.

Em setembro, por exemplo, o WhatsApp baniu 100 mil contas no Brasil alegando “comportamento abusivo, não necessariamente ligado às eleições. A plataforma considera como “comportamento suspeito” a velocidade do disparo de mensagens para várias contas adicionadas recentemente. O mecanismo é visto como indício de automação.

Os números divulgados nesta quarta-feira, 28, fazem parte de um balanço parcial do TSE e do aplicativo, baseados em supostas denúncias recebidas entre 27 de setembro e a última segunda-feira, 26, por meio de um canal virtual criado pelo TSE, que é empregado pela primeira vez nas eleições no País.

O TSE não divulgou dados pormenorizados sobre disparos de mensagens por regiões ou Estados, mas prometeu um relatório completo e detalhado no fim das eleições.

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