Só no primeiro mês de 2021, já são 25.370 confirmações e 492 óbitos por Covid-19 em Mato Grosso do Sul.
O mês ainda não finalizou, mas já é o segundo pior da pandemia, perdendo apenas para dezembro.
Os dados são do Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) desta quinta-feira (28).
Mato Grosso do Sul já tem 159.131 casos confirmados da Covid-19 e 2.871 mortes pela doença, desde o início da pandemia.
De ontem para hoje, foram registrados 791 novos casos e 23 mortes no Estado. Em isolamento domiciliar encontram-se 8.940 doentes. Recuperados totalizam em 146.798.
Há 522 pessoas internadas, sendo 269 em leitos clínicos (180 público; 89 privado) e 253 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (193 público; 60 privado).
Campo Grande registrou de ontem para hoje 213 novos casos; Dourados 93; Corumbá 69; Ponta Porã 68; Três Lagoas 44; Inocência 29; Nova Andradina 20; Ivinhema 19; Aparecida do Taboado 14 e Cassilândia 13.
Campo Grande, Corumbá, Cassilândia, Porto Murtinho, Caracol, Sidrolândia, Amambaí e Ladário são as cidades que apresentaram mortes nas últimas 24 horas.
Christinne Maymone, secretária adjunta de saúde, lamenta as famílias que perderam seus entes queridos de uma forma tão precoce para a doença.
Panorama da Covid-19 no Brasil
Já são 8.996.876 brasileiros infectados pelo vírus e 220.161 óbitos. É o segundo maior número de mortes em todo o mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos.
Em um dia, o país registrou 63.520 novos casos e 1.283 mortes.
O sudeste é o que mais preocupa tanto em casos, quanto em mortes. A região já possui 3.237.552 confirmações e 101.718 óbitos.
A região Centro-Oeste é a que possui menor número de mortes (19.642) e também menor número de diagnósticos positivos (985.635), desde o início da pandemia.
Os dados são do Ministério da Saúde.
Panorama da Covid-19 no mundo
Segundo informações mais recentes do Painel Coronavírus – Google, já são 100.270.602 casos confirmados e 2.157.355 mortes por Covid-19 em todo o mundo. A situação é pior nos Estados Unidos, que já tem mais de 25,5 milhões de casos e quase 430 mil óbitos.
A Índia vem em segundo lugar com o pior número de confirmações, que já somam 10.701.193. Em terceiro, o Brasil.
O país europeu mais afetado pela pandemia foi o Reino Unido, com 3.715.054 diagnósticos e 101.887 óbitos desde o início da pandemia.
O país com menor número de positivos é Saara Ocidental (10), localizado na África.
Cambodja, Aland, Dominica, Vaticano e Groenlândia são alguns dos países que não registraram nenhuma morte.
Quadro de risco
Conforme o relatório situacional do Programa de Saúde e Segurança da Economia (Prosseguir), o índice de grau de risco da Covid-19 em municípios de Mato Grosso do Sul encontra-se alarmante.
A bandeira vermelha representa grau baixo; a amarela, tolerável; a laranja, grau médio; a vermelha, grau alto e a cinza, grau extremo.
Nenhum dos 79 municípios do Estado estão nas bandeiras amarela ou verde. Todos estão nas faixas de maior risco.
- Em nível extremo, encontram-se dois municípios: Japorã e Dois Irmãos do Buriti.
- Em nível alto, encontram-se algumas das seguintes cidades: Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Maracaju, Bonito, Coxim, Camapuã, Porto Murtinho, Três lagoas, Sete Quedas, Sonora e São Gabriel do Oeste.
- Em nível médio, destacam-se os municípios: Bodoquena, Rochedo, Jaraguari, Corumbá, Corguinho, Ivinhema, Aquidauana, Mundo Novo, Terenos e Ribas do Rio Pardo.
Esperança
No dia 18 de janeiro, 158.760 doses da vacina Coronavac desembarcaram na Base Aérea de Campo Grande.
Em 22 de janeiro, 2 milhões de doses da vacina de Oxford chegaram no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Depois, seguiram para o Rio de Janeiro. Desse número, 22 mil chegaram no Estado no dia 24 de janeiro.
No dia 25 de janeiro, 10.200 doses da vacina Coronavac desembarcaram no Aeroporto Internacional de Campo Grande em um voo da Latam.
As vacinas já estão em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul. A cada lote de entregas, os imunizantes vão sendo distribuídos imediatamente.
A força tarefa de distribuição de vacinas contou com o apoio da Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
“Em menos de 24 horas, nós chegamos a todos os 79 municípios. Foi uma integração de resultado que funcionou muito bem. Mato Grosso do Sul deu um exemplo ao Brasil na logística da entrega de vacinas”, narra Reinaldo Azambuja, governador.
De acordo com o Instituto Butantan, eficácia geral da Coronavac é de 50,4%.
“Viva o sus, viva a vacina e viva a nossa esperança que poderemos modificar o ano de 2021”, celebra Christinne.
“Não vamos descansar sábados, domingos, feriados. Vamos trabalhar incessantemente para ter sucesso nessa batalha final que é aguardada por tanta gente”, disse Geraldo Resende, secretário estadual de Saúde.
O secretário assegura que ninguém vai furar a fila da vacina ou passar na frente de alguém.
Vacina
Geraldo pede para que a população se vacine e destaca a importância da ciência em todo o processo.
“Além do processo de higiene, usar máscara, distanciamento social, a gente aponta mais uma coisa importante no processo de enfrentamento à Covid-19: a vacina”, cita.
“Não dê espaço para aqueles que jogam no obscurantismo e nem para aqueles que querem voltar aos tempos das trevas. A vacina é uma grande conquista da ciência e da humanidade”, complementa.
Ainda segundo o secretário, a vacina, além de ser um ato de vontade própria, também é um ato de vontade coletiva de fazer com que a pandemia seja cessada.
Geraldo espera começar já nos próximos dias a vacinação geral de idosos da fase 1, com as novas remessas de doses que estão para chegar.
Vacinômetro
O secretário ainda celebra a novidade para os próximos dias: o vacinômetro.
A plataforma disponibilizará qual é a situação no processo de imunização em cada município do Estado.
As pessoas poderão informar-se quantas pessoas já foram vacinadas e quais são os grupos.

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