O Juiz Fernando Moreira Freitas falou sobre Adoção no Ronda do MS

No Brasil 5 mil crianças aguardam um novo lar

24 MAR 2022 Por RondadoMS 17h53

O Jornal Ronda do MS, desta quarta-feira (24), contou com a ilustre presença do Juiz Fernando Moreira Freitas, da comarca de Sidrolândia, para falar sobre Adoção, um assunto que despertou o desejo do magistrado e o fez abraçar a causa.

Há nove anos a frente da Comarca de Sidrolândia foram centenas de crianças que encontraram um novo lar. O juiz é fundador do Grupo de Apoio à Adoção de Sidrolândia/MS – AFAGAS.

Autor do livro "Adoção", uma obra que retrata além sua vivência pessoal a frente de varas com atribuições em infância e adolescência, notadamente na temática da adoção, mas sabendo que essa não é uma realidade regional, Dr. Fernando trouxe também relatos que colheu com seus colegas juízes que se deparam com situações semelhantes Brasil afora. "Essa experiência profissional me permitiu conciliar teoria e prática; conhecer a vivência nacional e estrangeira; perceber a atuação do Poder Judiciário com o olhar crítico de quem o conhece e faz parte da sua estrutura; por fim, propor alternativas viáveis ao aperfeiçoamento da nossa própria prática profissional e da legislação", explicou Dr. Fernando.

O juiz relata que hoje no Brasil há 5 mil crianças a espera de uma nova família, enquanto 40 mil casais aguardam na fila de adoção. Algumas questões como a preferência por recém nascidos impedem que muitos crianças maiores de idade, portadores de necessidades especiais, doenças crônicas ou irmãos sejam adotados.

O primeiro passo para quem deseja adotar uma criança é procurar a Vara da Infância de sua cidade para obter todas as informações legais e fazer curso de Preparação para Adoção é condição essencial para entrar na fila de adoção.

Outro dado importante pontuado por Dr. Fernando foi que no Mato Grosso do Sul somente 20% dos munícipios do Estado têm o projeto Família Acolhedora, onde famílias são capacitadas a receber em sua casa um menor que aguarda um novo lar, acolhendo a criança com todo o carinho até que o mesmo seja adotado.

O juiz ressaltou também que é importante um olhar mais atento do Poder Público para a qualidade do acolhimento que vai desde a estrutura física das instituições, passando por funcionários capacitados até a alimentação oferecidas as crianças e adolescentes.

 

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