Após ser eleita senadora da República pelo PP de Mato Grosso do Sul, a deputada federal Tereza Cristina descartou a possibilidade de voltar a ser ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mesmo que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), seja reeleito.
A ex-ministra também confirmou que o seu nome está sendo ventilado para ser a próxima presidente do Senado Federal, porém, reforçou que o seu foco no momento é coordenar em nível nacional a campanha de reeleição do presidente Bolsonaro.
“Primeiro quero agradecer a todos os sul-mato-grossenses que depositaram os seus votos em meu nome para poder representá-los no Senado Federal. Foram 829.149 votos, 60,85% dos votos válidos, então, é uma honra, mas também uma responsabilidade muito grande de estar no Senado Federal representando cada um desses eleitores. Depois das eleições, agora todos os sul-mato-grossenses esperam que eu trabalhe em função do nosso Estado e também do Brasil”, garantiu Tereza Cristina, lembrando que são três senadores por Estado e os representantes no Senado Federal são paritários, não há diferença quanto à quantidade para cada Estado, diferentemente da Câmara dos Deputados.
Segundo a senadora eleita, quando tomar posse, seu foco será trabalhar muito para honrar cada um dos sul-mato-grossenses que votaram nela. “Mato Grosso do Sul precisa ainda de desenvolvimento econômico e social, com políticas públicas que cheguem até os nossos cidadãos. A gente sempre tem muito mais expectativa de fazer acontecer, mas, penso que foi um momento muito bom à frente do Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), onde tive condições de fazer a maioria do que pensava em realizar. Infelizmente, veio a pandemia da Covid-19, o que atrapalhou muito, pois tivemos, praticamente, dois anos e meio fazendo um trabalho mais interno porque não podíamos viajar, porém, conseguimos avançar bastante”, afirmou.
A ex-ministra também confirmou que o seu nome está sendo ventilado para ser a próxima presidente do Senado Federal, porém, reforçou que o seu foco no momento é coordenar em nível nacional a campanha de reeleição do presidente Bolsonaro
Ela recorda que na sua gestão trabalhou pela modernização do Mapa, internamente, até porque a pandemia propiciou, com a digitalização dos processos, a facilitação para aqueles que precisam do Ministério possam ter mais comodidade em acessar aquilo que é necessário para fazer o desenvolvimento da área agropecuária. “Também conseguimos abrir mais de 210 novos mercados, pois saí do Ministério no dia 31 de março e atualmente já estamos em 240 mercados abertos. Isso foi fruto de um trabalho muito intenso para que fossemos para esse rumo, trabalhamos muito pelo aumento da nossa produção agropecuária”, pontuou.
Principais bandeiras - A deputada federal garantiu que ficou extremamente feliz com os resultados que os produtores rurais deram ao Brasil, pois o Ministério é um facilitador, mas foram os produtores rurais brasileiros que fizeram um trabalho maravilhoso nesses três anos e meio em que ela ficou à frente da pasta. “Tanto que neste ano devemos alcançar um novo recorde, com mais de 300 milhões de toneladas de grãos. Isso traz riqueza para o produtor brasileiro, isso traz renda, refletindo nas cidades, onde eles vivem. Basta olhar o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de uma cidade onde a agricultura e pecuária são fortes, são municípios pujantes, tanto que agora, no 2º turno das eleições, todos querem se apoderar do setor agropecuário, que deu certo e vai continuar em crescimento”, ressaltou.
Para a ex-ministra, ainda tem muita coisa para ser feita no Mapa, mesmo porque hoje tudo é dinâmico, os avanços em tecnologia e inovação acontecem todos os dias. “Confesso que gostaria que a assistência técnica para o pequeno produtor tivesse mais recursos e o próximo ministro terá de cuidar disso, mas, no Senado, nós também poderemos ajudar nesse sentido. Uma área que, apesar de ter me esforçado, mas não consegui chegar onde gostaria, foi a leiteira. Essa é uma das minhas frustrações como ministra”, revelou.
Ela acrescentou que a questão do avanço da regularização fundiária dos assentados rurais é a parte que mais lhe deu orgulho à frente do Ministério. “Foi uma alegria muito grande ter destravado essa política, que está na legislação, mas não era prioridade dos outros governos. Quando nós levamos essa situação até o presidente Jair Bolsonaro, ele disse para resolvermos, dando apoio para que pudéssemos chegar a 430 mil títulos de terra entregues. Agora, precisamos chegar a um milhão de títulos entregues e o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), que trabalhou muito nessa iniciativa, tenho certeza que continuará atuando nesse sentido”, projetou.
Para a ex-ministra, ainda tem muita coisa para ser feita no Mapa, mesmo porque hoje tudo é dinâmico, os avanços em tecnologia e inovação acontecem todos os dias.
Tereza Cristina completou que a segunda etapa agora é incluir os assentados que não são originários da terra, mas que têm direito a estar na terra e receber seu título de posse, pois, mesmo chegando depois, estão lá produzindo. “Essa legislação já passou pela Câmara dos Deputados e agora será enviada ao Senado Federal para que possa ser aprovada, permitindo para aqueles que chegaram aos assentamentos até 2015 não fiquem fora dessa regularização. Todos esperam muito por isso, são muitos assentados rurais em todo o Brasil que serão beneficiados quando esse projeto de lei for aprovado no Senado ainda neste ano, se Deus quiser”, declarou.
Sem retorno - A senadora eleita reforçou que, mesmo com a reeleição do presidente Jair Bolsonaro, não pretende ser novamente ministra da Agricultura e já teria dito isso pessoalmente para ele. “Vim para uma campanha para o Senado Federal, é uma coisa muito importante e pretendo cumprir o papel que me foi dado pelos sul-mato-grossenses, não é à toa que falamos dos 829.149 votos que obtive no Estado, então, certeza que o meu eleitor espera que eu cumpra o meu mandato como senadora da República pelo meu Estado”, assegurou.
Ela ainda acrescentou que o Ministério da Agricultura está pronto para quem chegar lá fazer a diferença. “Tenho certeza que o próximo ministro será alguém indicado pelo presidente Jair Bolsonaro, não tenho dúvida disso. Ao próximo ministro basta continuar aquilo que a gente fez, aprimorar e continuar modernizando, pois, a agricultura brasileira anda sozinha, basta que o Estado brasileiro não atrapalhe muito. A agricultura familiar sim vai precisar de um olhar especial do próximo ministro da Agricultura para que tenhamos recursos para investir, crédito já estamos dando com a entrega dos títulos de propriedade, isso tem de continuar, principalmente no governo do presidente Jair Bolsonaro, que tem essa questão como prioridade”, garantiu.

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