No século XX, as praias começaram a ser vistas como locais de lazer, impulsionando o surgimento das primeiras roupas de banho. Entretanto, essas vestimentas eram conservadoras, refletindo normas rígidas de pudor da época.
Foi em 1946 que o biquíni detonou como uma verdadeira bomba na moda, marcando o início de uma revolução sexual e da emancipação feminina. Inspirado nos testes nucleares, Louis Réard apresentou sua criação à beira da piscina pública Molitor, em Paris. Com tiras estreitas e mostrando o umbigo, o biquíni desafiou tabus e causou um escândalo na mídia.
Apesar da polêmica, registros históricos indicam similaridades com trajes de banho desde 1600 a.C. No Brasil, na década de 60, o presidente Jânio Quadros chegou a proibir o uso do biquíni, considerando-o indecente, uma medida que só foi revogada nos anos 70.
Desde então, o biquíni evoluiu em estilos, do esportivo ao minimalista, refletindo a liberdade de escolha das mulheres. No entanto, continua sendo um símbolo ambíguo no mundo da moda, entre expressão pessoal e objeto de desejo masculino.
Após 75 anos, o biquíni permanece uma peça explosiva na história da moda, como afirmou a editora Diana Vreeland: "O biquíni foi a invenção mais importante do século, depois da bomba atômica."
Hoje, celebramos a liberdade de escolha e a ousadia que o biquíni trouxe para milhões de mulheres ao redor do mundo. Feliz Dia do Biquíni!
Por Aline Gomes, para a Jota FM

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