Teve início a semana de mobilização pela coleta de DNA de famíliares de desaparecidos no Estado

Os dados serão compartilhados em todo o país, na tentativa de encontrar desaparecidos através do DNA destes familiares

27 AGO 2024 Por Redação Sidrolândia 20h20

Mato Grosso do Sul participa da semana de mobilização nacional para a coleta de DNA de familiares em busca de pessoas desaparecidas. No estado, estima-se que pelo menos 100 pessoas tenham desaparecido sem deixar vestígios, incluindo usuários de drogas e idosos com problemas mentais que saíram de casa e se perderam.

A mobilização nacional teve início no dia 26 em todo o país, com o lançamento oficial em Campo Grande ocorrendo nesta terça-feira, dia 27. Carlos Delano, delegado titular da DHPP (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio e de Proteção à Pessoa), explica que a iniciativa visa destacar o trabalho contínuo realizado pela Polícia Civil.

O banco nacional de dados, mantido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, reúne amostras de DNA de pessoas desaparecidas de todo o Brasil, alimentado pelos estados. 

A diretora do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses), Josemirtes Fonseca Prado da Silva, orienta que após o registro do boletim de ocorrência, os familiares devem realizar a coleta de DNA em laboratório, utilizando material retirado da parte interna da bochecha. Esses perfis são inseridos nos bancos de dados estadual e nacional.

Além das 100 pessoas desaparecidas, Josemirtes destaca que também há 100 restos mortais não identificados em Mato Grosso do Sul.

Se o DNA for compatível com o de um corpo encontrado e sepultado sem identificação, Delano explica que os familiares serão notificados para a exumação e sepultamento dos restos mortais pela família.

O cruzamento de dados já solucionou o caso de uma pessoa desaparecida no estado, quando o corpo de um homem foi identificado.

A polícia reforça que não há prazo mínimo para o registro do desaparecimento e que qualquer situação considerada estranha deve ser reportada. Em muitos casos, a pessoa reaparece, mas o familiar não comunica o retorno à polícia.

Segundo Delano, a maioria dos desaparecidos é composta por jovens adultos, usuários de drogas e idosos com problemas de saúde mental, que acabam se perdendo e, no caso dos idosos, não é raro que morram por hipotermia em locais ermos.

Leia Também