Eduardo Riedel vai a Brasília apresentar relatótrio de conflito indígena em Antonio João

O pronunciamento ocorreu nesta quarta-feira (18), durante a cerimônia de formatura da Polícia Militar, pouco depois da morte de um indígena identificado como Neri, em um confronto no Território Nhanderu Marangatu, no município de Antônio João

19 SET 2024 Por Redação Sidrolândia 12h55

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), anunciou que viajará para Brasília hoje (19) para apresentar um relatório ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os recentes confrontos entre indígenas e policiais na região de fronteira com o Paraguai.

O pronunciamento ocorreu nesta quarta-feira (18), durante a cerimônia de formatura da Polícia Militar, pouco depois da morte de um indígena identificado como Neri, em um confronto no Território Nhanderu Marangatu, no município de Antônio João.

O confronto aconteceu na fazenda Barra, cerca de cinco quilômetros de um rio que marca a divisa com o Paraguai, próximo a uma plantação de maconha mantida por indígenas. “O local é estratégico para o tráfico de drogas. Há mais de um ano, policiais estão na área por ordem judicial para proteger os proprietários”, disse o governador.

Riedel afirmou que a situação se agravou após a visita de um deputado federal do Paraná, defensor dos direitos humanos, o que resultou em um aumento no número de indígenas no local. “Eles tentaram tomar a sede da fazenda e incendiaram a única ponte de acesso, que já foi reconstruída”.

Em Brasília, o governador planeja se reunir com os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, além de Rui Costa, ministro-chefe da Casa Civil, para discutir a situação. Ele também destacou que o governo paraguaio foi acionado para erradicar a plantação de maconha na área de fronteira.

O secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, lamentou a morte do indígena e afirmou que a situação está sendo gerida para evitar novos confrontos.

A Aty Guasu (Grande Assembleia Guarani-Kaiowá) acusa a Polícia Militar de promover um “massacre” e divulgou nas redes sociais vídeos do confronto, nos quais indígenas são vistos correndo e há fumaça causada por bombas da polícia. No entanto, policiais presentes afirmam que os indígenas estavam armados e que atiraram primeiro.

A tensão na região já havia aumentado na semana passada, após o incêndio da ponte de acesso à fazenda. Desde então, a Polícia Militar permanece no local para evitar novas ocupações, mas os conflitos continuam.

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